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Fortalecimento da rede de proteção à criança em debate
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos homenageou militantes que atuam na defesa das crianças e adolescentes e promoveu debate acerca da rede de proteção desse público. A reunião foi realizada nesta sexta-feira (7), no Plenário Dirceu Cardoso.
O evento teve como pano de fundo o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual das Crianças e Adolescentes – lembrado em 18 de maio. A deputada Camila Valadão (Psol), presidente do colegiado, homenageou 17 convidados pelas ações realizadas.
“Este ano, além de promover o espaço de debate, é dar visibilidade, problematizar a nossa rede e as estratégias de enfrentamento e o que é preciso fortalecer em nossa rede proteção. Também promovemos um espaço de homenagem, reconhecendo trajetórias que contribuíram para que nós tivéssemos direitos de criança e adolescente reconhecidos”, explicou a parlamentar.
Dúvidas, críticas, demandas, dados e denúncias foram apresentados durante a audiência. Camila disse que dentro da competência do Legislativo a Comissão de Direitos Humanos vai construir intervenções com base na discussão.
Ela informou que sugeriu ao governo do Estado, em 2023, que promova a elaboração do Plano Estadual contra a Violência Sexual de Crianças e Adolescentes e que garanta a elaboração do Plano Estadual de Promoção, Proteção e Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente.
Camila se comprometeu a procurar o governo para saber a situação dessas duas demandas. Outra questão a ser tratada pela comissão é a situação precária de funcionamento dos conselhos populares e também como fortalecer a rede de proteção à criança e ao adolecente, incluindo a escola.
Sala de escuta
A promotora de Justiça do Ministério Público do Estado (MPES) Valéria Barros de Morais lembrou que a escuta protegida foi instituída em 2018 (Lei Federal 13.431) e observou que os municípios estão atrasados na adoção da medida. “Muito pouco avançamos. Essa audiência é também para cobrar dos municípios essa medida”, frisou.
De acordo com a convidada, é preciso que as prefeituras cumpram a lei e estabeleçam a sala de escuta para evitar que vítimas dividam o mesmo espaço com agressores. A promotora também defendeu a capacitação de profissionais que atuam no segmento.
A defensora pública Adriana Peres Marques dos Santos concordou. Segundo ela, apesar dos avanços na investigação da violência sexual contra a crianças e adolescentes, não há fortalecimento necessário da rede de proteção, incluindo a adoção de uma sala de escuta apropriada.
“Recentemente, o Ministério da Saúde divulgou um boletim epidemiológico revelando que, no período de 2015 a 2021, mais de 200 mil crianças e adolescentes sofreram violência. Um terço deles sofreu essa violência mais de uma vez. E a grande maioria é de de meninas negras”, registrou Marques.
Esses dados foram reiterados pela representante da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos (SEDH) Rosânia Maria da Silva Soares, que preside o Conselho Estadual da Criança e Adolescente.
Dia nacional
O desembargador do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) Rafael Americano Câmara destacou o papel da família na denúncia de abusos e, principalmente, na orientação das crianças para que saibam identificar esse tipo de violência.
Câmara lembrou que em 18 de maio de 1973 a menina de oito anos Araceli Cabrera Sánchez Crespo foi drogada, estuprada e morta, em Vitória, e encontrada dois dias depois atrás do Hospital Infantil. Segundo ele, o caso motivou a criação de lei federal instituindo em 2000 o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual das Crianças e Adolescentes.
Composição da mesa
Fizeram parte da mesa a representante da Secretaria de Estado de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades) Adriana Sales Carneiro; a membro do Fórum de Defesa da Criança e Adolescente Juliana de Oliveira Ramos; o vereador de Vitória André Moreira (Psol); e deputado distrital Fábio Félix (Psol).
Fonte: POLÍTICA ES
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Assembleia prestigia homenagem a líder da Igreja Cristã Maranata
Com o Salão São Tiago, no Palácio Anchieta, lotado de fiéis de todo o estado e de várias regiões do país, o governador Ricardo Ferraço (MDB) condecorou com a Comenda Jerônymo Monteiro, na noite desta segunda-feira (8), o presidente da Igreja Cristã Maranata, Alexandre Gueiros.
A homenagem com a mais alta honraria do governo do Estado reconhece o papel relevante desenvolvido pelo líder da instituição no Espírito Santo e no Brasil ao longo de sua trajetória como religioso e diplomata do Itamaraty.
Amizade
Ferraço declarou que era muito bom ver reunidas lideranças de diversas áreas para homenagear e reconhecer a trajetória de vida de alguém que serviu ao Brasil por muitos anos como diplomata e que também dedica sua vida ao ministério de Deus.
O chefe do Executivo relatou ter conhecido Gueiros quando era senador e presidia a Comissão de Relações Exteriores, enquanto o pastor atuava como diplomata na Holanda.
“Construímos uma relação de respeito e amizade. Sua história se confunde com a própria história da Igreja Cristã Maranata, marcada por valores, princípios, trabalho social e fortalecimento da fé”, destacou.
“Esta homenagem muito nos honra, não somente a mim, mas a todos os pastores e membros da Igreja Cristã Maranata. Esta comenda expressa o reconhecimento à contribuição da igreja na propagação do Evangelho do Senhor Jesus Cristo”, agradeceu Gueiros.
A Ordem do Mérito Jerônymo Monteiro é a mais alta honraria concedida pelo governo do Estado do Espírito Santo e destina-se a reconhecer personalidades e instituições que prestam relevantes serviços à sociedade capixaba e ao desenvolvimento do Estado.
Presença da Ales
Além do presidente da Assembleia Legislativa (Ales), deputado Marcelo Santos (União), também prestigiaram a cerimônia os deputados Capitão Assumção (PL) e Hudson Leal (Agir) – membros da Maranata.
“É uma honra e um prazer muito grande fazer parte de tudo o que está acontecendo aqui, com todos os irmãos e irmãs reunidos para prestigiar essa deferência do governo do Estado ao líder de nossa Igreja”, declarou Assumção.
Com mais de 1 milhão de fiéis no Brasil e no mundo, a Igreja Cristã Maranata tem sede em Vila Velha e 5 mil templos no Brasil e no mundo. Está presente em cerca de 100 países. Fundada em 31 de outubro, em Itacibá, como Igreja Cristã Presbiteriana, mudou de nome em 1980, quando passou a ser a Igreja Cristã Maranata.
Perfil
Graduado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Alexandre Gueiros ingressou na carreira diplomática em 1971, após concluir seus estudos no Instituto Rio Branco.
Por mais de 40 anos exerceu importantes funções no Brasil e no exterior, alcançando o posto de Ministro de Primeira Classe, equivalente ao cargo de embaixador.
Na diplomacia exerceu funções como a de coordenador-geral de Planejamento Político do Ministério das Relações Exteriores e vice-presidente da Comissão Nacional das Comemorações do V Centenário do Descobrimento do Brasil.
No exterior, atuou como diplomata em cidades como Chicago, Lisboa e Dublin, além de ter sido embaixador do Brasil na Jamaica e cônsul-geral na Holanda e na Suíça.
Tem várias condecorações no país. Em 2022, recebeu da Assembleia Legislativa do Espírito Santo a Comenda Gedelti Gueiros.
Após concluir sua carreira diplomática, passou a dedicar-se integralmente ao ministério religioso. Em 2019, ingressou no Conselho Presbiteral da Igreja Cristã Maranata.
À frente da Igreja Cristã Maranata conduz ações pastorais e sociais da instituição no Brasil e em diversos países das Américas, Europa e Ásia Central.
Fonte: POLÍTICA ES
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