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Formação de PMs muda após greve

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Um ano depois da greve da Polícia Militar, que começou no dia 03 fevereiro de 2017, deixando 219 mortos, em 22 dias de crimes em todo o Espírito Santo, a Corporação passou por mudanças e investe em formação dos policiais, que agora passam por treinamentos de um ano e 10 meses. Ao invés, dos cinco meses de curso que tinham antes.

Sob o comando do coronel Nylton Rodrigues, a PM ganhou investimentos de R$ 40 milhões, em viaturas, equipamentos, armamentos e munições. “Mandamos dois majores para testarem as armas novas nos Estados Unidos, compramos fuzis de fabricação americana da marca Colt, modelo M4, calibre 5.56mm , e estamos em processo de licitação internacional para a compra da melhor pistola do mundo”, afirmou o comandante geral da PM.

A formação dos soldados mudou, os novos PMs ficam cinco meses em treinamento na academia e mais um ano em estágio supervisionado dentro dos Batalhões da Grande Vitória. Para o comandante é preciso que o civil passe por uma imersão antes de se tornar um militar.  “A PM é uma instituição militar e tem como base a disciplina, a hierarquia, e a obediência às regras, respeito aos subordinados, pares e superiores. Temos valores muito fortes, que o pessoal que vem do civil precisa de tempo para absorver esses valores”, destacou.

Este ano haverá novo concurso com 310 vagas para a Polícia Militar, que de acordo com o comandante tem tido cada vez mais candidatos qualificados, com ensino superior. No entanto a principal característica do novo policial militar, ainda é a vocação. “Queremos um profissional motivado, colocamos nossas vidas em risco todos os dias, a profissão de policial requer vocação. O candidato ideal é vocacionado. Ser PM é trabalhar pela sociedade, para o povo, se sentir honrado em proteger as pessoas”, falou.

 

CONFIRA ENTREVISTA COM O COMANDANTE GERAL DA PM – CORONEL NYLTON RODRIGUES

Um ano após a greve qual o balanço da Polícia Militar?

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Comandante Nylton Rodrigues – A reivindicação é válida, os policias precisam ser bem tratados, valorizados. Mas a forma como a greve começou estava errada, eu não posso abandonar uma sociedade para reivindicar melhores salários prejudicando as pessoas. A greve começou sem uma assembleia, um grupo de pessoas com interesse pessoais e políticos e tentaram levar toda uma instituição a reboque. Tudo tem a hora e a forma certa, vivíamos a maior crise econômica do Brasil, estados vizinhos de Norte a Sul estavam com problemas na folha de pagamento, mesmo com a crise honramos os pagamentos e mantivemos os salários em dia.

 

Como ficou a saúde dos policiais militares, após a greve, são recorrentes os casos de depressão e foram constatados suicídios também, o que tem sido feito para amparar esses profissionais?

Comandante: Sempre houve no seio das tropas um problema de saúde mental, todas as polícias enfrentam problemas como a depressão, mas foi constatado que após fevereiro ouve um agravamento. Para isso encontramos um caminho para contratar médicos civis, e hoje em parceria com a SESA (Secretária de Estado da Saúde)  contratamos seis psiquiatras, quatro psicólogos e três assistentes sociais para dar apoio aos policiais. O novo concurso da PM terá vagas para cinco psiquiatras, totalizando 11 médicos. A família e o policial precisam de médicos, estamos recebendo o prédio do lado do Hospital da Polícia Militar (HPM), onde funcionará o atendimento a saúde mental. Estamos instalando um pronto-socorro dentro do HPM, porque não é justo que nosso PM se envolva em confronto e seja atendido no mesmo local que o bandido. Também estamos anexando vagas de UTI no HPM, e levaremos um ônibus com atendimento médico para os policias do interior, essa foi uma das prioridades do comando.

 

A greve começou com pedidos de melhora de salários, há possibilidade dessa melhora? 

Comandante: O Espírito Santo sai na frente na crise, e todo o Brasil reconhece isso hoje. Existe sim, a expectativa de a reposição salarial acontecer. Mas ela só pode existir quando o Estado consegue pagá-la.

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Temos no interior PMs que são lotadas fora da sua cidade de origem, por que? Muito se contesta em relação a eles serem afastados da família?

Comandante: A PM é uma instituição estadual estamos presentes em todos os municípios do Estado, quando ingressamos na PM, nós trabalhamos para o estado do Espírito Santo, assim como que trabalha no exército, trabalha para o País. Nós queremos atender as solicitações daqueles que pedem para serem lotados em suas localidades, mas nós temos demandas, trabalhos 24 horas por dia, de domingo a domingo, e o policial é mandado para onde há mais necessidade.   

 

Concurso para PM 2018

Serão 310 oportunidades, distribuídas em cargos de soldado (250), oficial (30), oficial médico do Hospital da Polícia Militar (20), e músico (10). Para bombeiros, são 120 soldados e 7 oficiais. A remuneração é de R$ 3.272,06 para soldados e R$ 6.716,48 para oficiais. Já estão inclusos a escala extra e o auxílio alimentação. É necessário ter o nível superior para os oficiais médicos, o outros cargos requerem nível médio. O concurso contará com provas objetivas, teste de aptidão física, exame psicossomático, exame de saúde, investigação social e para os outros teste toxicológico.

O curso de formação de soldados tem a duração de um ano e 10 meses, sendo dez meses de prática e um ano de estágio supervisionado. Já a formação dos oficiais é de três anos e um de estágio probatório. É bom lembrar que os oficiais saem da academia com uma formação de nível superior. Os últimos concursos para soldado e oficial foram lançados em 2013. Já o Corpo de Bombeiros teve o último edital publicado no final de 2010.

ADI ES

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Policiais da Core prendem homem que se passava por policial civil em Vila Velha

Um homem de 31 anos foi preso por policiais civis da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), durante uma operação policial no bairro Novo México, em Vila Velha. Ele é suspeito de se passar por um policial civil da unidade.

A equipe policial recebeu uma denúncia, que informava de um indivíduo se passava por um policial civil da unidade. “Após levantamentos, foram identificadas imagens do suspeito, em que o mesmo fazia uso de colete e distintivos da polícia, e dizia estar “indo trabalhar”, além de outras fotos em que ele aparece com uma pistola na cintura. O retrato foi usado no perfil dele no WhatsApp, portando uma pistola, distintivo da PCES e uma caneca com o símbolo da Polícia Civil”, disse o coordenador da Core, delegado Ricardo Almeida.

De acordo com o delegado, a equipe levantou as informações de que o suspeito trabalhava como chefe de segurança em uma empresa em Vila Velha e se apresentava como policial civil, sempre portando uma arma de fogo e se deslocando em uma moto ou carro.

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“A equipe policial realizou uma campana com viatura descaracterizada próximo ao local de trabalho do suspeito, em Novo México, Vila Velha. Ao avistar uma motocicleta com um indivíduo com as características do homem que estávamos à procura, fizemos a abordagem do mesmo”, explicou Ricardo Almeida. 

Segundo o responsável pela investigação, o suspeito, ao ser questionado se portava arma de fogo, disse que sim e em ato continuo, ao ser perguntado sobre o colete e distintivo da polícia civil que ele usava, indicou que os apetrechos estavam na casa dele. “Seguimos então para o edifício, onde fomos atendidos pela mãe do conduzido, que nos convidou para entrar e mostrou o quarto do suspeito, indicando onde estava o colete e o distintivo, sendo estes recolhidos pela equipe”, acrescentou o delegado.

Em depoimento, o conduzido alegou que a arma usada por ele era do pai, que era inspetor penitenciário de determinação temporária. Já o colete balístico, não teve nenhum documento apresentado. Ao consultarem os antecedentes criminais do indivíduo de 31 anos, os policias constataram que ele já tinha passagens pelos crimes de ameaça, estelionato e vias de fato. 

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O suspeito foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e falsa identidade, sendo encaminhado para o Centro de Triagem de Viana (CTV), ficando à disposição da Justiça.

Texto: Brenda Corti, estagiária da Seção de Imprensa e Comunicação Interna (Sicoi)

 

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Fonte: Polícia Civil ES

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