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Saúde

Estudantes ensinam famílias a se prevenir contra o novo coronavírus

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© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Em coro, os estudantes do 4º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Pedro Ernesto, no Jardim Botânico, na zona do sul da cidade, explicam como as mãos devem ser lavadas para evitar a infecção pelo novo coronavírus (Covid-19). “Bota sabão na mão, esfrega as palmas das mãos, entre os dedos, em cima da mão. Troca de mão. Não pode esquecer o dedão, as unhas e os punhos.” E alertam que é preciso fechar a torneira  durante o processo de lavagem das mãos “para não acabar com a água do mundo”.

Prevenção ao novo coronavírus Covid-19 nas escolasPrevenção ao novo coronavírus Covid-19 nas escolas
Crianças aprendem a lavar bem as mãos, sem esquecer de fechar a torneira – Fernando Frazão/Agência Brasil

Desde o começo do ano letivo, a lavagem cuidadosa das mãos, que já fazia parte da rotina das crianças, passou a ser reforçada todos os dias pelos professores. Os alunos também são orientados a usar álcool gel e a não compartilhar material escolar e outros objetos e a evitar cumprimentar uns aos outros com abraços e beijos. “Assim, fica todo mundo livre de coronavírus e dos outros vírus também”, explica a professora da turma, Íris Luna.  

A prática na escola serve não apenas para proteger os estudantes, mas também para que as orientações cheguem às famílias. A escola atende 330 crianças, do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. A maior parte das crianças mora na Rocinha, comunidade na zona sul da cidade.

“A gente ensina as formas de prevenção para que as crianças sejam multiplicadoras. É impressionante como as crianças absorvem a informação com mais facilidade que os adultos. E eles saem levando [informação] mesmo. As crianças são professoras natos”, diz a diretora da escola, Elizabeth Mendes Pereira. 

“Eu sempre falo para minha mãe não passar a mão no olho e na boca. Ela sempre faz isso”, conta Ana Luiza, 9 anos. “Agora que a professora falou isso para a gente, eu falo com meus pais e eles estão também falando para outras pessoas”, diz a menina. A colega, Beatriz, de 9 anos, complementa: “Na rua, a gente pega em corrimão, pega um monte de coisas e não sabe que ali tem muitas bactérias e vírus acumulados.” 

A escola promoveu uma série de atividades para orientar as crianças. Pelos corredores, vários cartazes estampam frases e desenhos sobre o que se deve fazer para evitar o contágio. “Todos contra o Covid-19, sempre lave as mãos. Evite colocar as mãos no olho, no nariz e na boca”, diz um dos cartazes. Outro é mais enfático: “Sem abraço, sem beijinho e sem aperto de mão.”

Prevenção ao novo coronavírus Covid-19 nas escolasPrevenção ao novo coronavírus Covid-19 nas escolas
Alunos levam à família informações recebidas na escola sobre o coronavírus- Fernando Frazão/Agência Brasil

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De acordo com a coordenadora do Programa Saúde nas Escolas da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Elizabeth Alves, a secretaria trabalha permanentemente com ações de prevenção de várias doenças. Ações como lavar bem as mãos “têm que ser uma prática da escola diária”, diz. Com o novo coronavírus, tais foram hábitos foram intensificados.

Desde o início do ano, a secretaria enviou às unidades escolares circulares sobre verificação da carteira vacinal dos estudantes, sobre o processo de prevenção de arboviroses – que incluem o vírus da dengue, do zika, febre chikungunya e febre amarela – e sobre o novo coronavírus.

De acordo com a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Cecilia Motta, que é secretária de Educação de Mato Grosso do Sul, as escolas são importantes espaços para discutir e disseminar informações seguras. “Tenho 2 milhões de habitantes no meu estado, considerando professores e estudantes, cerca de 800 mil pessoas – quase a metade da população – passam pelas escolas. Se a gente tiver uma boa campanha de prevenção, não só do coronavírus, mas da dengue e de outras, ela chega aos lares.”

O governo federal divulgou nesta semana um ofício circular recomendando as redes de ensino a tomar uma série de medidas e a promover atividades de conscientização com os estudantes.

Suspensão das aulas

Nesta sexta-feira (13), a Agência Brasil visitou a escola hoje (13) na parte da manhã. Era também o primeiro dia em que as crianças voltaram a tomar água do bebedouro, após os problemas na qualidade da água distribuída no Rio de Janeiro pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). Junto com a volta do bebedouro, mais orientações: cada estudante deveria trazer a própria garrafa ou copo. Beber diretamente está proibido, para evitar a transmissão de doenças.

À tarde, a prefeitura anunciou medidas de para prevenir a circulação do novo coronavírus. A partir de segunda-feira (16), as escolas municipais do Rio de Janeiro, incluindo a Pedro Ernesto, terão as aulas suspensas. A medida abrange 1.540 unidades de ensino, que têm cerca de 650 mil alunos. Apesar da suspensão das aulas, as escolas vão abrir de 11h às 13h para servir almoço aos alunos.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, o conteúdo pedagógico será repassado aos alunos por meio de ensino a distância, com a plataforma digital MultiRio e as redes sociais.

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Recomendações do governo federal

A Secretaria de Vigilância em Saúde expediu recomendação ao Ministério da Educação para que estimule as seguintes ações junto às instituições:

– Promover atividades educativas sobre higiene de mãos e etiqueta respiratória (conjunto de medidas comportamentais que devem ser tomadas ao tossir ou espirrar);

– Estimular a higienização das mãos com água e sabonete líquido e/ou preparações alcoólicas, provendo, conforme as possibilidades, lavatório/pia com dispensador de sabonete líquido, suporte com papel toalha, lixeira com tampa com acionamento por pedal e dispensadores com preparações alcoólicas para as mãos (álcool em gel), em pontos de maior circulação, tais como: recepção, corredores de acesso às salas de aulas e ao refeitório;

– Estimular o uso de lenços de papel, bem como seu descarte adequado;

– Realizar a limpeza e desinfecção das superfícies das salas de aula e demais espaços (cadeiras, mesas, aparelhos, bebedouros e equipamentos) após o uso. Recomenta-se ainda a limpeza das superfícies, com detergente neutro, seguida de desinfecção (álcool 70% ou hipoclorito de sódio);

– Evitar compartilhamento de copos e outros tipos de vasilhas;

– Estimular o uso de recipientes individuais para o consumo de água, evitando o contato direto da boca com as torneiras dos bebedouros;

– Manter os ambientes arejados por ventilação natural (portas e janelas abertas);

– Evitar atividades que envolvam grandes aglomerações em ambientes fechados, durante o período de circulação dos agentes causadores de síndromes gripais, como o novo coronavirus (Covid-19);

– Manter a atenção para indivíduos (docentes, discentes e demais profissionais) que apresentem febre e sintomas respiratórios (tosse, coriza etc.). Se for necessário, procurar por atendimento em serviço de saúde e, conforme recomendação médica, manter afastamento das atividades;

– Comunicar às autoridades sanitárias a ocorrência de suspeita de casos de infecção humana pelo novo coronavírus.

Covid-19

De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, o Brasil tem 98 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus em todo o território nacional. São Paulo e Rio de Janeiro concentram o maior número de casos confirmados, com 56 e 16 casos, respectivamente. Em seguida vêm Paraná (6), Rio Grande do Sul (4), Goiás (3) e Minas Gerais, Santa Catarina, Bahia, Distrito Federal e Pernambuco (2 casos em cada um). Completam a lista Alagoas, Espírito Santo e Rio Grande do Norte (1 caso em cada).

A Agência Brasil reuniu as principais dúvidas e perguntas sobre Covid-19. Veja o que se sabe sobre a pandemia e sobre o vírus até agora.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

Saúde

Covid-19: aumenta circulação de subvariante Delta em Belém do Pará


Uma subvariante Delta do novo coronavírus, que pode não ser detectada em testes rápidos, tem circulado de forma cada vez mais intensa em Belém, no Pará. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), após sequenciamento de 16 amostras do vírus SARS-CoV-2 obtidas de pacientes na capital paraense.

“Nessas análises a Sesma detectou uma uma subvariante Delta, a AY.33, circulando em Belém e que pode não ser detectada por testes rápidos e pelos protocolos padrões de RT-qPCR”, informou, em nota, a secretaria.

Diante da constatação, a prefeitura local está orientando que qualquer pessoa que apresente sintomas compatíveis com covid-19 fique em isolamento social por 14 dias. Na nota divulgada pela Sesma, foram apresentados resultados de análises feitas desde julho, que revelaram uma inversão das variantes identificadas.

Em julho e agosto, dos 1.612 casos da covid-19 notificados em Belém, foram enviadas, para sequenciamento, 72 (4%) amostras de pacientes sintomáticos que apresentaram RT-qPCR positivo. Desses casos, 84,7% de casos foram provocados pela variante Gamma, enquanto os casos da variante Delta representaram 9,7%.

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Dos 332 casos notificados em setembro, 24 (7%) dos pacientes sintomáticos tiveram resultado positivo no RT-qPCR. Destes, 50% foram casos provocados pela variante Delta e 50% dos pacientes haviam sido infectados pela variante Gamma do vírus SARS-CoV-2.

Nos primeiros 20 dias do mês de outubro, foram notificados 152 casos. As 20 amostras genotipadas (13%) revelaram uma inversão, com a predominância da variante Delta, responsável por 75% dos casos, enquanto a variante Gamma foi identificada em 25% das análises.

“Diante deste cenário, se faz a necessário que a população siga com as medidas de prevenção e controle como: isolamento domiciliar da pessoa que estiver com suspeita ou em período de transmissão da doença, lavagem frequente das mãos com água e sabão e/ou álcool em gel, além do uso obrigatório de máscara e manter o distanciamento social”, informou a Sesma.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde

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