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Estresse entre catadores pode causar tragédia no lixão da cidade

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A Usina de Reciclagem de Lixo, construída há quase 20 anos em Barra de São Francisco e que, há mais de uma década passou também a abrigar um lixão a céu aberto, onde 12 famílias tiram seu sustento, pode virar palco de uma tragédia familiar. O cenário é desolador. Algumas árvores morreram devido ao “chorume” do lixo depositado no local e, agora, servem apenas de ponto de apoio para os urubus que frequentam o local em grande quantidade.

camera_enhance Oswaldo Santos, líder da Ascarmab conta que não tem apoio da prefeitura (Crédito: Editora Hoje)

O líder da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Barra de São Francisco (Ascarmab), Osvaldo Santos, salienta que as condições de trabalho deles são muito ruins, pois têm que conviver com o mau cheiro e até com lixo hospitalar que às vezes é lançado no local e, agora, devido à falta de apoio do poder público, os catadores estão trabalhando de forma “individual”, ou seja, catando e acumulando material para si.

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Para retirar o sustento, os catadores são obrigados a revirar as quase 30 toneladas de lixo depositadas duas vezes por dia ao lado da usina pelo serviço de coleta do município. “Não há separação do lixo. Nós temos que revirar tudo em busca do que vale algum dinheiro, como plásticos e papelão”, conta Osvaldo.

Mesmo assim, os catadores têm que obter mais de oito toneladas de material reciclável para conseguir faturar R$ 550 no mês, ou seja, pouco mais do que meio salário mínimo. “Agora, com alguns catando material apenas para si, a situação está ficando tensa, já que muitos não estão conseguindo faturar o suficiente para se manter”, denuncia Santos.

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que está responsável pela área, junto com a Serviços, tem planos de terceirizar o trabalho de reciclagem e também de retirar o lixão do local, mas não tem data prevista. No início desta semana foi realizada a licitação para contratar a empresa que faz o aterramento do lixo orgânico, aquele não aproveitado pelos catadores.

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No final do ano passado, a Promotoria de Justiça do município obrigou a prefeitura a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) onde se comprometia a começar o trabalho de educação da população para a coleta seletiva de lixo no dia 18 de dezembro, mas, por falta de recursos, o projeto não foi iniciado.

O secretário de Meio Ambiente, José Henrique Bolzan, disse que o município tem um ano e meio de prazo para resolver o problema.

Em entrevista ao NC, no início da atual gestão, Bolzan revelou que pretende terceirizar a coleta de materiais recicláveis e os trabalhadores da Ascarmab teriam preferência na contratação pela empresa que vencer a licitação. Bolzan afirma que a terceirização vai dar dignidade aos catadores, coisa que eles não têm hoje, com salário mínimo e carteira assinada.


camera_enhance Contêineres de lixo foram quase todos semi-destruídos pela população (Crédito: divulgação)


Editora Hoje

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Estação de tratamento de esgoto inicia operações em Colatina

Obra realizada com recursos compensatórios foi inaugurada no início do mês de junho

As operações da primeira etapa da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do distrito de Barbados, em Colatina, no Espírito Santo, foram iniciadas. A parte da ETE que compreende o tratamento preliminar foi concluída com recursos compensatórios do Programa de Saneamento da Fundação Renova, no valor de cerca de R$2 milhões.

Uma segunda etapa das obras está prevista para complementação do tratamento secundário na ETE, com a implantação de decantadores finais, que também será financiada com recursos no valor de cerca de R$11,3 milhões. O projeto de saneamento beneficiará mais de 125 mil habitantes na região. Com o funcionamento da ETE, o esgoto doméstico do município passará por processos de tratamento antes de retornar ao meio ambiente.

Em Colatina, também está em andamento a obra para a implantação da Central de Tratamento de Resíduos (CTR) pelo Condoeste (Consórcio Público para o Tratamento e Destinação Final Adequada de Resíduos Sólidos da Região Doce Oeste do Estado do Espírito Santo), que deverá beneficiar cerca de 500 mil pessoas.

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Os investimentos em coleta e tratamento adequado de esgoto no município trarão melhorias significativas para a qualidade de vida da população e também da água na bacia do rio Doce.

Recursos compensatórios

A Fundação Renova irá disponibilizar, para obras de esgotamento sanitário e resíduos sólidos, cerca de R$170 milhões em recursos compensatórios para quatro municípios capixabas, sendo Linhares, Colatina, Baixo Guandu e Marilândia; e para Condoeste, composto por 22 municípios do Espírito Santo.

Por meio da contratação do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), estão sendo custeadas ações de esgotamento sanitário e destinação de resíduos sólidos urbanos com vistas à melhoria da qualidade da água do rio Doce. O programa conta ainda com atividades complementares de apoio técnico e capacitação dos agentes municipais.

Até março deste ano, R$11,6 milhões foram repassados aos municípios de Baixo Guandu, Colatina e Linhares, e ao Condoeste. As parcelas são liberadas mediante análise, aprovação dos projetos e vistorias das obras, realizadas pelo banco.

Em Baixo Guandu e Marilândia, estão em elaboração os projetos de engenharia dos sistemas de esgotamento sanitário da sede municipal.

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Revitalização do rio Doce

A coleta, o tratamento do esgoto e a destinação adequada dos resíduos sólidos são considerados fundamentais para a revitalização do rio Doce. O Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH–Doce) aponta que 80% do esgoto doméstico gerado pelos municípios ao longo da bacia seguem diretamente para o rio, sem nenhum tratamento, poluindo os cursos d’água. Ao mesmo tempo, grande parte dos resíduos sólidos urbanos coletados são dispostos em lixões, ocasionando vários impactos ambientais, como proliferação de vetores, poluição visual, contaminação do solo e dos recursos hídricos, dentre outros.

A expectativa da Fundação Renova é gerar um impacto ambiental positivo para toda a bacia, com a redução da carga orgânica poluidora lançada diretamente nos recursos hídricos. Nesse sentido, os projetos de saneamento irão promover a melhoria da qualidade das águas da Bacia do Rio Doce e consequente melhoria na qualidade de vida e saúde da população.

Saiba mais ações voltadas ao tratamento e análise da água: https://www.fundacaorenova.org/agua/

Fonte: Fundação Renova

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