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Economia

Estado reduz impostos de petróleo e gás para estimular setor

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O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, sancionou nesta segunda-feira, 02, durante evento no Palácio Anchieta, em Vitória, o Projeto de Lei 45/2018 que reduz impostos para o setor de petróleo e gás. Trata-se do Repetro, regime fiscal muito aguardado pelo setor produtivo, que o considera essencial para estimular a competitividade da indústria.
O Repetro reduz para 3% a alíquota de ICMS para a aquisição de maquinário de instalação permanente do segmento de petróleo e gás no Espírito Santo. Já os equipamentos de uso temporário, ou seja, que ficarão no Estado por um período determinado, retornando ao seu país de origem após o uso, não serão tributados.
Hartung explicou que a medida, desenvolvida em formato de lei e aprovada na Assembleia Legislativa, tem o objetivo de dar mais transparência e tornar o Estado mais atrativo. “Estamos assinando a lei do Repetro que estabelece o que precisamos em terras brasileiras, que é o ambiente de negócios e segurança jurídica.”
A iniciativa foi comemorada pelo setor empresarial. Léo de Castro, presidente da Findes, disse que a lei foi um acerto e coloca o Espírito Santo em posição de destaque. Já o CEO da Shell, André Araújo, pontuou que a redução do ICMS é uma pauta importante para toda a indústria, contribuindo para a competitividade.

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Pesquisa

Durante o evento, outro assunto muito debatido foi a necessidade e a urgência de o Espírito Santo melhorar seu quadro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Na ocasião, os executivos da Petrobras, Pedro Parente, e da Shell, André Araújo, reforçaram a importância da aplicação de recursos nessa área para estimular a inovação e a produtividade.
Já o governador frisou que os investimentos em P&D no Estado estão em descompasso com o desenvolvimento da indústria. “Mas o presidente da Shell disse que há disposição de avançar, e o presidente da Petrobras disse que não fica atrás da Shell de jeito nenhum. Então, estamos animados! Mas tem um dever de casa para nós capixabas, que é apresentar boas propostas e projetos (na área).”

 

Petróleo: 28% do que a indústria produz

De tudo o que é produzido pela indústria capixaba, o segmento de petróleo e gás responde por 28%. O dado, que mostra a força do setor petrolífero, foi apresentado ontem pelo diretor-executivo do Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial (Ideies), Marcelo Saintive, durante lançamento do Anuário de Petróleo, desenvolvido pela instituição.
Para Saintive, a publicação irá auxiliar as empresas na tomada de decisões, uma vez que reúne números, planilhas e análises com os principais indicadores do segmento até 2016. “É um resgate da Findes de se posicionar tecnicamente sobre a economia capixaba.”
O presidente da Federação das Indústrias, Léo de Castro, acrescentou que com os dados em mãos, o Estado passa a ter mais argumentos para dialogar com as empresas da cadeia, especialmente as operadoras e afretadoras.
Entre os detalhes presentes no documento, estão: valores investidos em pesquisa, desenvolvimento e inovação; reflexos do setor na economia capixaba (arrecadação, empregos e perfil da mão de obra); e as oportunidades geradas com as novas rodadas da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Léo de Castro destacou, durante o seu discurso no Palácio Anchieta, como o setor petrolífero evoluiu nos últimos anos. “Se em 2006, a produção de petróleo do Estado representava 4% da nacional, em 2016, essa participação subiu para 16%.”
O diretor-executivo do Ideies também aproveitou a ocasião para reforçar que o Espírito Santo é o segundo maior produtor de petróleo do país e que, em 2016, recebeu R$ 1,68 bilhão em royalties e participações especiais.

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Gazeta Online

Economia

Dólar interrompe sequência de quedas e fecha estável


Em um dia de oscilações no mercado financeiro, o dólar interrompeu uma sequência de três quedas e fechou estável, continuando próximo dos valores mínimos em quatro meses. A bolsa de valores alternou altas e baixas ao longo da sessão, mas encerrou com leve queda, influenciada pelo exterior e por realizações de lucros.

O dólar comercial fechou esta segunda-feira (10) vendido a R$ 5,232, com alta de 0,07%. A cotação chegou a subir para R$ 5,25 no início da manhã e em diversos momentos da tarde, desacelerando para próxima da estabilidade perto do fim das negociações. O dia foi marcado por altos e baixos. Na mínima da sessão, por volta das 11h20, a divisa atingiu R$ 5,20.

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 121.909 pontos, com recuo de 0,11%. O indicador, que subia até por volta das 15h, perdeu fôlego perto do fim das negociações e não manteve o nível de 122 mil pontos.

O mercado financeiro foi influenciado pelo exterior. Depois de acumular queda nas últimas sessões, o dólar passou a subir em todo o planeta, em um dia de ajustes. No Brasil, a alta só não foi maior porque a entrada de divisas relacionadas às exportações de commodities (bens primários com cotação internacional) segurou a pressão sobre o câmbio.

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Paralelamente, um movimento de realização de lucros, quando investidores vendem ações para embolsar ganhos recentes, interferiu na bolsa de valores. Não apenas no Brasil, mas no exterior. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, das empresas industriais, caiu 0,1%, ficando praticamente estável. No entanto, o índice Nasdaq, das empresas de tecnologia, teve forte queda de 2,63%.

Edição: Nádia Franco

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