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Estação de tratamento de esgoto inicia operações em Colatina

Obra realizada com recursos compensatórios foi inaugurada no início do mês de junho

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As operações da primeira etapa da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do distrito de Barbados, em Colatina, no Espírito Santo, foram iniciadas. A parte da ETE que compreende o tratamento preliminar foi concluída com recursos compensatórios do Programa de Saneamento da Fundação Renova, no valor de cerca de R$2 milhões.

Uma segunda etapa das obras está prevista para complementação do tratamento secundário na ETE, com a implantação de decantadores finais, que também será financiada com recursos no valor de cerca de R$11,3 milhões. O projeto de saneamento beneficiará mais de 125 mil habitantes na região. Com o funcionamento da ETE, o esgoto doméstico do município passará por processos de tratamento antes de retornar ao meio ambiente.

Em Colatina, também está em andamento a obra para a implantação da Central de Tratamento de Resíduos (CTR) pelo Condoeste (Consórcio Público para o Tratamento e Destinação Final Adequada de Resíduos Sólidos da Região Doce Oeste do Estado do Espírito Santo), que deverá beneficiar cerca de 500 mil pessoas.

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Os investimentos em coleta e tratamento adequado de esgoto no município trarão melhorias significativas para a qualidade de vida da população e também da água na bacia do rio Doce.

Recursos compensatórios

A Fundação Renova irá disponibilizar, para obras de esgotamento sanitário e resíduos sólidos, cerca de R$170 milhões em recursos compensatórios para quatro municípios capixabas, sendo Linhares, Colatina, Baixo Guandu e Marilândia; e para Condoeste, composto por 22 municípios do Espírito Santo.

Por meio da contratação do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), estão sendo custeadas ações de esgotamento sanitário e destinação de resíduos sólidos urbanos com vistas à melhoria da qualidade da água do rio Doce. O programa conta ainda com atividades complementares de apoio técnico e capacitação dos agentes municipais.

Até março deste ano, R$11,6 milhões foram repassados aos municípios de Baixo Guandu, Colatina e Linhares, e ao Condoeste. As parcelas são liberadas mediante análise, aprovação dos projetos e vistorias das obras, realizadas pelo banco.

Em Baixo Guandu e Marilândia, estão em elaboração os projetos de engenharia dos sistemas de esgotamento sanitário da sede municipal.

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Revitalização do rio Doce

A coleta, o tratamento do esgoto e a destinação adequada dos resíduos sólidos são considerados fundamentais para a revitalização do rio Doce. O Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH–Doce) aponta que 80% do esgoto doméstico gerado pelos municípios ao longo da bacia seguem diretamente para o rio, sem nenhum tratamento, poluindo os cursos d’água. Ao mesmo tempo, grande parte dos resíduos sólidos urbanos coletados são dispostos em lixões, ocasionando vários impactos ambientais, como proliferação de vetores, poluição visual, contaminação do solo e dos recursos hídricos, dentre outros.

A expectativa da Fundação Renova é gerar um impacto ambiental positivo para toda a bacia, com a redução da carga orgânica poluidora lançada diretamente nos recursos hídricos. Nesse sentido, os projetos de saneamento irão promover a melhoria da qualidade das águas da Bacia do Rio Doce e consequente melhoria na qualidade de vida e saúde da população.

Saiba mais ações voltadas ao tratamento e análise da água: https://www.fundacaorenova.org/agua/

Fonte: Fundação Renova

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Projeto de Meliponicultura inicia entrega de colmeias na Foz do Rio Doce

Iniciativa sustentável de geração de renda por meio da criação de abelhas sem ferrão é realizada com famílias das comunidades do Espírito Santo

Famílias das comunidades de Regência, Povoação, Areal e Entre Rios, em Linhares, no Espírito Santo, estão recebendo colmeias para criação de abelhas sem ferrão. A ação faz parte do Projeto de Meliponicultura na Foz do Rio Doce, iniciativa sustentável destinada à produção de mel e derivados, preservação das espécies e conservação da biodiversidade. O projeto conta com o apoio financeiro da Fundação Renova, que vai investir mais de R$1,7 milhão.

Para garantir a implantação das atividades, foi contratada uma consultoria para promover capacitações e realizar o acompanhamento das 64 famílias inscritas. O recebimento das colmeias está condicionado à participação no treinamento básico de Meliponicultura, iniciado em abril. Além de fundamentos teóricos de ecologia de abelhas sem ferrão, o curso oferece a parte prática de manejo das abelhas, cuidados com a manipulação, alimentação e multiplicação de colmeias.

Até o momento, 43 famílias concluíram o treinamento e estão habilitadas para o recebimento de até dez colmeias para iniciar as atividades de geração de renda. A previsão é de que elas sejam entregues até junho, após a conclusão das capacitações.

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O analista de Programas Socioeconômicos da Fundação Renova, Kadio Aristide, explica que, além da venda do mel, as famílias também poderão ter renda por meio da comercialização dos subprodutos. “A cera é muito utilizada para uso medicinal e estético. Atualmente, o pólen desidratado, rico em nutrientes, também tem sido vendido como complemento nutricional”, diz Aristide.

Abelhas sem ferrão

A escolha das abelhas sem ferrão, diferentemente da apicultura, levou em consideração a vocação da região, o baixo custo de investimento na construção de um meliponário (coleção de colmeias de abelhas), a segurança dos produtores e a facilidade de manipulação. A produção também pode ser feita em área urbana, e o mel é considerado de excelente qualidade e de alto custo-benefício no mercado.

Cerca de 90% das espécies de árvores da Mata Atlântica dependem das abelhas sem ferrão para se reproduzirem, pois elas são responsáveis pela polinização. O mel das abelhas sem ferrão também está sendo valorizado pela gastronomia, pois tem mais acidez e nuances de aromas e sabor. Em um cenário de resgate e valorização de ingredientes brasileiros, os produtos das abelhas nativas foram adotados por grandes chefs e, gradativamente, vêm ganhando espaço na casa dos brasileiros.

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Fonte: Fundação Renova

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