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“Essa briga política na cidade tem que acabar”

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Segunda vereadora mais votada da eleição de 2016, a educadora Zirene Surdini Valli, mais conhecida como Zilene do Pisiu, ou Zilene Valli, está no seu primeiro mandato e, segundo ela, será seu único mandato como parlamentar municipal. Eleita com 1.050 votos, Zilene teve a desventura de ver o marido falecer apenas dois meses após o início do seu mandato, vítima de um acidente que depois o levou a outras complicações de saúde.

Mesmo assim, Zilene prosseguiu firme no seu trabalho como vereadora. Ela afirma que vinha trabalhando com o marido na vida pública desde o primeiro mandato dele (Pisiu foi vereador por quatro legislaturas consecutivas), sempre atuando na área social, ajudando pessoas carentes e, quando o marido pediu que se candidatasse, ela relutou bastante, mas recebeu o incentivo de muitas amigas e amigos.

“Eu vim com um propósito, de ficar apenas um mandato. Eu penso assim, que quero dar minha contribuição como vereadora, mas entendemos que sempre demos nossa contribuição, eu e Pisiu, para o desenvolvimento de Barra de São Francisco.”

Zilene conta que sua meta nesse mandato é trazer para a cidade e região uma oficina-escola de artesanato em mármore e granito e também ver a conclusão da sede do Ifes, criação de um ponto permanente de vendas de artesanato e agroindústria, três projetos que ela considera muito importantes para o desenvolvimento da região.

Sobre a participação no Grupão do Povo, pelo qual foi eleita vice-presidente da Câmara para o próximo biênio, ela afirma que a intenção é fiscalizar e ajudar o Executivo a fazer as coisas da forma correta. “Eu acho que a oposição tem que existir para poder qualificar o trabalho do outro. Se você ficar sozinho, fazendo o que quer, acaba relaxando, se acomodando…”

Quanto à briga entre dois grupos políticos, ela afirma que só prejudica a cidade. “Eu penso que ela tinha que acabar logo após a eleição, essa briga constante é um retrocesso na vida de todos, mas eu tenho orgulho de falar que convivo bem com todo mundo, graças a Deus, eu respeito muito o ser humano”.

 

ES1- Apesar de estar no primeiro mandato, a senhora começou na vida pública muito cedo, acompanhando seu marido, o falecido Pisiu…

Zilene Valli – Desde que eu me entendo por gente, estou no meio da política e dos políticos, porque meus parentes sempre estiveram envolvidos em política. Quando conheci o meu marido, o Pisiu, tinha um tio dele que era prefeito, o Antonio Valli, então, eu já namorava com o sobrinho de um político, e volta e meia a gente estava no meio deles, em festas, nas inaugurações de obras, reuniões…

 

ES1 – A sua irmã mais velha também se casou com um político, e que foi prefeito da cidade…

Zilene Valli – Foi, minha irmã, Solange, se casou com o Edinho Pereira, que foi prefeito e, paralelo a isso o Pisiu também entrou na política, como vereador, onde esteve por quatro mandatos, ou seja, 16 anos seguidos na Câmara Municipal, servindo o município. A gente sempre viveu e trabalhou juntos, eu sempre ajudei nas campanhas e ele (Pisiu) dizia que eu era a sua cabo eleitoral número um.

Eu sou educadora de formação e durante esse período dos mandatos do Pisiu trabalhei no antigo subnúcleo de Educação, depois superintendência, em Barra de São Francisco e, como educadora também a gente sempre lidou com a população, com os anseios, as necessidades do povo e sempre falei que eu e o Pisiu, nestes 16 anos, tentamos fazer um serviço social, ajudando as pessoas na área da Saúde, buscando vagas de emprego, assistência jurídica, enfim, sempre trabalhamos para ajudar o próximo.

camera_enhance (Crédito: .)

 

ES1 – Como é que se deu a sua candidatura? O Pisiu resolveu se aposentar e passou a bola para a senhora ou a senhora já tinha mesmo planos de se candidatar?

Zilene Valli – Pois é, na verdade, foi um amadurecimento da ideia de vir para a Câmara. Eu sempre dizia que ele era o político da casa, militante político, mas ele ficou insistindo, dizendo que eu tinha que entrar, tinha que ser eu dessa vez. Vieram outras pessoas, amigas, amigos dizendo que eu deveria me candidatar, que seria importante uma mulher lá na Câmara, com ideologia, com caráter, e acabaram me convencendo. 

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Mas eu vim com um propósito, de ficar apenas um mandato. Eu penso assim, quero dar minha contribuição como vereadora, mas entendemos que já demos nossa contribuição, eu e o Pisiu, para o desenvolvimento de Barra de São Francisco, e agora estou dando a minha parte de contribuição aqui na Câmara, onde eu percebo que é muito mais complicado do que trabalhar sem mandato.

 

ES1 – Como é que está sendo esse relacionamento com todo mundo dentro da Câmara, os colegas têm te ajudado?

Zilene Valli – Eu sigo como exemplo o trabalho do Pisiu, que procurava acompanhar aquilo que está sendo votado na Câmara, atento às necessidades do município. Ele criou vários projetos de lei, mas mesmo assim, você entra e tem que aprender também. Os vereadores, os servidores que estão há mais tempo na Casa, eles têm contribuído, têm sido camaradas, ajudado a gente naquilo que é necessário, enfim, a convivência é boa.

 

ES1 – A senhora convive bem com os dois lados, os dois grupos de vereadores existentes na Câmara?

Zilene Valli – Em Barra de São Francisco existem dois grupos políticos, A e B, isso é muito forte, principalmente em ano eleitoral, e a briga que existe entre esses dois grupos, entre algumas pessoas, tanto do grupo A quanto do grupo B,  é muito forte, acaba prejudicando a cidade. Levantam falso testemunho, constroem histórias mentirosas para poder derrubar o outro…Uma vez eu ouvi de uma pessoa próxima que a arte da política é desqualificar o outro. Eu fiquei muito triste quando ouvi isso. 

Eu acho que a oposição tem que existir, mas é para poder qualificar o trabalho do outro. Se você ficar sozinho, fazendo o que quer, acaba relaxando, se acomodando…

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ES1 – É nesse sentido que a vereadora decidiu participar do Grupão do Povo?

Zilene Valli – Concluindo a questão dos grupos, dessa briga que existe em Barra de São Francisco, eu penso que ela tinha que acabar logo após a eleição, essa briga constante é um retrocesso na vida de todo mundo, mas eu tenho orgulho de falar que convivo bem com todos, graças a Deus. Eu respeito muito o ser humano. 

Mas também percebi que aqui na Câmara a gente tem que se posicionar. O Alencar (prefeito Alencar Marim), no princípio, teve algum diálogo com os 13 vereadores, disse que ia trabalhar com todo mundo, mas logo começaram as brigas, divisões…

Nós decidimos nos unir a um grupo de vereadores para trabalhar fortemente pelo desenvolvimento de Barra de São Francisco, para fazermos o trabalho de fiscalização do Executivo, para termos força junto também aos políticos estaduais e federais e procurar trazer recursos e obras para a cidade, ajudando a comunidade.

Mas aí nos citam como grupo de oposição, porque quando você começa a fiscalizar, com o objetivo de ajudar a melhorar, como nós fizemos na semana passada, o que é o trabalho do vereador, eles falam que a gente está perseguindo. Eu falei isso para o Samuel (secretário de Interior de Transportes), que a gente estava lá para averiguar as condições dos veículos, do maquinário da prefeitura, mas para poder contribuir. Eu acho muito importante essa fiscalização em todo o município para a gente contribuir com o Executivo, ter melhor serviço prestado.

 

ES1 – Mas vocês também têm buscado trazer melhorias para a cidade…

Zilene Valli – Eu tenho alguns objetivos aqui na Câmara. Junto com os colegas, eu quero trazer para cá uma oficina-escola de artesanato na área de granito e mármore, para pessoas carentes, principalmente jovens. A gente percebeu lá em Venda Nova do Imigrante, onde estivemos junto com o colega Wilson Mulinha, que é possível potencializar esse artesanato aqui, já que nós temos muita matéria-prima.

Nós estivemos também na prefeitura de Venda Nova do Imigrante, conversamos com o prefeito de lá e ele se dispôs a nos apoiar, inclusive enviando o professor da escola deles para nos ajudar. Nós contamos também com o apoio da Associação Noroeste de Pedras Ornamentais (Anpo), através do senhor Mario Imbroisi, que é nosso parceiro fundamental. Por várias vezes ele foi conosco lá, foi ele que marcou essa reunião e vai nos ajudar a criar essa oficina-escola. Eu, como vice-presidente da Casa, a partir do ano que vem, acho que terei mais força, com o apoio dos colegas, para desenvolver essa ideia.

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ES1 – Parece que a senhora tem intenção de propor a criação também de um ponto permanente de vendas de artesanato local…

Zilene Valli – Por várias vezes eu passei por Santa Teresa, lá tem uma referência de casa de artesanato. Lá a colaboração é dada pela prefeitura, que cede o espaço, paga contador, água, energia. Então, eu trouxe até o estatuto e o regimento interno da associação de lá, conversei com algumas pessoas, a gente está trabalhando com esse foco, de criar um ponto permanente para vender o artesanato e não só vender, mas estimular os artesãos, os artistas da terra a potencializar aquilo que cada um tem, seja na área de pintura, na área de bordados, culinária e, principalmente, na área de granito. Eu penso que, aqui na Câmara, eu tenho a oportunidade única de ajudar a construir isso.

 

ES1 – Outro projeto que a vereadora tem buscado, junto com os demais colegas, é a retomada da construção da sede do Ifes. Como é que está a situação?

Zilene Valli – Nós inclusive, fizemos um pedido ao deputado federal Lelo Coimbra e à senadora Rose de Freitas. Nós estivemos várias vezes com o reitor do Ifes e conseguimos as cópias dos projetos da obra, fizemos esse pedido e ele já está sendo atendido. Eu liguei para o Lelo e ele nos garantiu que está cuidando do assunto, que está buscando esse repasse federal para reiniciar as obras.

O Ifes é um ganho extraordinário para Barra de São Francisco e para todos os municípios do entorno. Aqui é carente de cursos técnicos e o Ifes está aí para preencher essa lacuna, então, acho que todo esforço tem que ser feito para que a obra do Ifes reinicie e a gente tenha esses cursos em andamento.

Nós temos alguns cursos, que estão funcionando precariamente na Escola João Bastos, mas quando a sede estiver construída, vai ser outra dimensão de oferta de cursos para a sociedade de toda a região.

 

ES1 – A questão das diárias tem sido uma polêmica na Casa, a senhora nunca utilizou?

Zilene Valli – Eu fiz um propósito de não utilizar jamais as diárias da Câmara. É um propósito que eu fiz antes mesmo de assumir o mandato, com objetivo de ajudar na economia, nessa época de crise. Porque quando você não utiliza esse recurso, ele é devolvido para o município. Mas aquele que acha que convém usar, eu não sou contra, porque essa prerrogativa é dada tanto ao setor público quanto ao privado. 

Quem desloca do seu local de trabalho a serviço deve ter coberta as suas despesas. Então, eu penso que não tem nada errado, desde que ele comprove que fez o gasto quando estava a serviço, em busca de recursos, de melhorias para o município. Eu fiz várias viagens e não quis receber, porque fiz esse propósito.

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ES1 – Encerrando, qual a mensagem que a senhora tem para o povo francisquense?

Zilene Valli – Eu penso que, a partir do ano que vem, como vice-presidente, terei uma oportunidade ainda maior de estar zelando pelos recursos públicos, não só do Executivo, mas o que é repassado também para a Câmara. Eu acho que é uma oportunidade grande para estar fiscalizando os recursos da Câmara, se estão sendo bem empregados, embora eu confie no trabalho do vereador Juvenal Calixto Filho, que foi eleito presidente.

Eu quero também agradecer à imprensa responsável, ela é muito importante para levar a verdade à população. Quero parabenizar o jornal Notícia Certa, que tem feito um excelente trabalho na região, levando a verdade e somente a verdade aos leitores.

Quero dizer ainda que nosso mandato está à disposição de todos, mas principalmente das mulheres, que dia 8 (amanhã) comemoram o seu dia, e de todos aqueles necessitados. Finalizo lembrando que o maior exemplo que temos de humanidade, nosso Senhor Jesus Cristo, amou e mostrou a importância das mulheres para o mundo durante toda a Sua passagem por esta terra.

 

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Música dá o tom em sessão para trombonistas

Os trombonistas capixabas receberam homenagem da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), nesta quinta-feira (30), em sessão solene realizada no Plenário Dirceu Cardoso. Compareceram à cerimônia dezenas de trombonistas e músicos de outros instrumentos de sopro e metal, como o trompete. Receberam comendas e certificados 45 músicos de vários municípios do estado. O proponente da solenidade foi o deputado Adilson Espindula (PDT), que é de Santa Maria de Jetibá, onde há centenas de praticantes do trombone. 

Fotos da sessão solene 

O deputado Adilson Espindula lembrou que é um parlamentar pomerano e luterano, e que tem apoiado as comunidades capixabas que seguem a doutrina religiosa. “Sempre procuro fazer um trabalho voltado para as nossas origens, valorizando a cultura e as tradições pomeranas. Também busco auxiliar a Igreja Luterana e suas instituições, possibilitando que continuem a realizar seus trabalhos que são tão importantes para a população capixaba”, pontuou o deputado. 

Por fim, disse que sempre apoiou o trabalho dos trombonistas, buscando recursos e dando visibilidade ao trabalho desses grupos. Segundo o deputado, só em Santa Maria de Jetibá, há mais de 800 trombonistas. “Nós precisamos garantir que essa tradição dos trombonistas continue com as futuras gerações”, para tanto, Espindula anunciou projeto de sua autoria que declara os trombonistas patrimônio cultural e imaterial, além do Dia Estadual dos Trombonistas, que já é lei.

Em nome dos homenageados, falou o presidente da Associação Obras Acordai Capixaba, Armindo Klitzke. Ele explicou que o coro de trombone tem origem na Alemanha nos anos 1840, antes da unificação germânica. De acordo com ele, os músicos, que não eram profissionais, tinham papel de agregar espiritualidade e dar maior volume ao coro, pois os órgãos não alcançavam a todos com seu som em grandes concentrações de fiéis. 
Também subiram à tribuna para pronunciamentos o vice-prefeito de Santa Maria de Jetibá, Florentino Lauvers, e o presidente da Associação Evangélica Beneficente Espírito-Santense (Aebes) e pastor da Paróquia Unida, em Santa Leopoldina, Rodrigo André Seidel.

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Apresentações musicais

Durante a solenidade, houve intervenções musicais de trombonistas, participantes do encontro. Os hinos nacional e capixaba, além de outras canções, foram executados pelo grupo de metais da Sociedade Musical Rio das Pedras Pommerisch Groutfrunn, de Santa Maria de Jetibá. Ao final, os trombonistas fizeram apresentação sob a regência de Armindo Klitzke, Rafael Pagung e Orlando Lemke.

O pastor vice-sinodal do Sínodo Espírito Santo a Belém, pastor Sidney Retz, ressaltou que a música sempre esteve presente em todos os tempos e lugares, e nos textos da Bíblia, nos cultos, nas religiões, em vários momentos da história religiosa. Lembrou que nestes 176 anos em solo capixaba, a Igreja Luterana sempre recebeu apoio dos trombonistas, que desempenharam papel importante para a igreja, nos cultos, celebrações, eventos culturais e sociais.

Mesa

Além do deputado Adilson Espindula, fizeram parte da mesa, o vice-prefeito de Santa Maria de Jetibá, Florentino Lauvers; o prefeito de Santa Leopoldina, Romero Endringer; os vereadores Joélio Abeldt (Santa Maria de Jetibá); Madalon e Dequinha (Santa Teresa); Daniel Etcheverry (Piúma); pastor vice-sinodal do Sínodo Espírito Santo a Belém e pastor da Paróquia Evangélica de Confissão Luterana em São Sebastião, Santa Maria de Jetibá, Sidney Retz; presidente Associação Evangélica Beneficente Espírito-Santense (Aebes) e pastor da Paróquia Unida, Santa Leopoldina, Rodrigo André Seidel; pastor da Paróquia Evangélica de Confissão Luterana, em Santa Maria de Jetibá, Valdeci Foester; e o presidente da Associação Obra Acordai Capixaba, Armindo Klitzke.

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Homenagem com placa

Associação Obra Acordai Capixaba.

Homenageados com a Comenda Maurício de Oliveira

Adelino Wolfram
Armim Koeler
Avelino Hell
Belmiro Schwanz
Edgar Kempin
Edivaldo Dettmann
Eraldo Braun
Erineu Plaster
Gilcimar Görl
Glorinha Henke
Helmar Potratz
Hugo Alberto Kempim
Irenilto Kruger
Izidoro Boldt
Laís Trabach de Jesus
Lucas Pereira Rossmann
Luiz Antônio de Oliveira
Luiz Guilherme Flegler
Marcelo Böning
Marcia Böning
Marcilio Bartke
Renato Estrelof
Rogério Lemke
Rogério Stein
Rubens Pagung
Simone Vesper Binow
Theodomar Fleger 
Valdemar Boening
Valdenir Falk Tesch
Waldemiro Kempin
Homenageados com certificados
Armindo Klitzke
Daniela Bueke Knack
Edineu Neimog
Edivaldo Binow
Emanuely Henke Ponath
Genielson Janke 
Michel Miertschink
Miguel Potin
Orlando Lemke
Rafael Pagung
Scheila Kempin
Sigmar Miertschink
Solemar Schwanz
Waldeci Wolfgran
Welton Kruger

Fonte: Assembléia Legislativa do ES

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