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Espírito Santo mantém vacinação contra febre amarela

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camera_enhance Até o momento, 3.561.000 doses da vacina foram distribuídas. (Crédito: divulgação)

Apesar do aumento de registro de casos de Febre amarela nos estados vizinhos, o Espírito Santo, neste momento, não está com transmissão ativa da doença. Isso se deve à cobertura vacinal do Estado. Até o momento, 3.561.000 doses da vacina foram distribuídas. De acordo com informações enviadas pelos municípios, 3.077.619 pessoas foram imunizadas contra a febre amarela em todo o Estado no ano de 2017, o que representa uma cobertura vacinal de 85,71% da população capixaba. Considerando o histórico de vacinação do Estado desde 1994, no Espírito Santo estão vacinadas um total de 3.398.144 pessoas, correspondendo a 94,97% de cobertura vacinal.
No entanto, apesar da epidemia ter passado e o Estado estar com grande parte da sua população imunizada, ainda é preciso ficar atento. É que após o registro de casos, em 2017, o Espírito Santo passou a ser considerado área com recomendação permanente de vacinação pelo Ministério da Saúde. Portanto, quem ainda não foi imunizado deve se vacinar em uma unidade de saúde. É importante ressaltar que a vacina está disponível em todos os municípios.
Para a gerente da Vigilância em Saúde da Sesa, Gilsa Rodrigues, o enfrentamento da febre amarela no Espírito Santo foi um case de sucesso. “Os casos poderão continuar acontecendo, porque uma pessoa não vacinada pode contrair a doença. Mas, neste momento, não estamos tendo transmissão ativa da doença”, disse.
Em todo ano de 2017, foram confirmados 330 casos de febre amarela silvestre no Estado, ou seja, com transmissão ocorrida na área rural. Deste total, 100 casos evoluíram para óbito. Segundo a coordenadora do Programa de Imunizações da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), Danielle Grillo, a vacina é a medida mais eficaz para a prevenção e o controle da doença. Ela explicou que a vacina usada no Brasil é produzida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e consiste de vírus atenuados da subcepa 17DD. “É um imunobiológico seguro e altamente eficaz na proteção contra a doença, com imunogenicidade de 98% de proteção. Os anticorpos protetores aparecem entre o sétimo e o décimo dia após a aplicação da vacina, razão pela qual a imunização deve ocorrer 10 dias antes de se ingressar em área de risco da doença. Ela é administrada em dose única e protege por toda a vida”, explicou.
Danielle destacou ainda que apesar de outros estados da região Sudeste promoverem uma campanha de vacinação com dose fracionada da vacina febre amarela, o mesmo não ocorre em terras capixabas, e as unidades de saúde continuam adotando a dose padrão. Ela explicou também que o bloqueio contra a doença ocorre diante do risco epidemiológico nas localidades com evidência de epizootia (morte de macacos) ou em caso suspeito de febre amarela em humano. Nessas situações deve ser realizada a vacinação imediata da população residente ou em pessoas que vão viajar para as áreas de risco. “No Espírito Santo grande parcela da população do Estado já está protegida, porque se vacinou. Mas o trabalho de varredura vacinal continua com a busca ativa de não vacinados casa a casa pelas equipes de saúde municipais”, disse.
A vacina contra febre amarela deve ser administrada em pessoas a partir dos nove meses de idade, residentes ou viajantes para áreas com recomendação de vacinação. Pessoas que se deslocam para países endêmicos, conforme recomendações do Regulamento Sanitário Internacional (RSI) também devem se vacinar.

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Fique atento

Quem planeja visitar os estados Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina deve ficar atento: esses locais são áreas com recomendação para vacinação. É importante que a dose seja tomada 10 dias antes da viagem.

 

Sesa

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Crescem em todo país os casos de síndrome respiratória aguda grave

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) está crescendo, tanto nas tendências de longo prazo – últimas seis semanas – quanto de curto prazo – últimas três semanas. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (6) no Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os sinais de crescimento aparecem em mais estados das regiões Norte e Nordeste, tendência que se iniciou mais tarde em relação aos estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Em contrapartida, alguns estados do Sudeste e Sul (Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo) mantêm sinais de possível interrupção no aumento do número de casos, com formação de platô no mês de junho.

“Essa situação ainda está sem sinais claros de inversão para queda. No Paraná e no Rio Grande do Sul, por exemplo, observa-se tendência de retomada do crescimento em crianças, indicando que o cenário ainda é instável e exige cautela”, explicou o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

Dados referentes aos resultados laboratoriais por faixa etária seguem apontando para amplo predomínio do vírus Sars-CoV-2 (Covid-19), especialmente na população adulta. Nas crianças até 4 anos de idade, o aumento no número de casos de SRAG foi marcado por crescimento nos casos positivos para vírus sincicial respiratório (VSR) e leve subida nos casos de rinovírus e metapneumovírus. Nesse grupo, a presença de Sars-CoV-2 superou o volume de casos associados ao VSR nas últimas quatro semanas.

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Embora não se destaque no dado nacional, o vírus influenza A (gripe) mantém sinal de crescimento em diversas faixas etárias no Rio Grande do Sul.

A análise indica que 20 das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a SE 26: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Tocantins.

As demais unidades apresentam sinal de estabilidade ou queda na tendência de longo prazo.

Os dados completos podem ser acessados na página da Fiocruz na internet.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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