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ES investe R$ 70 milhões no combate ao abandono e à evasão escolar

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Combater o abandono e a evasão escolar é viabilizar o futuro para os jovens. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Sedu), vai investir R$ 70 milhões para promover ações de engajamento para que os jovens capixabas permaneçam na escola e concluam o Ensino Médio.
Vale lembrar que o abandono é quando um estudante que se matriculou no início do ano deixa de ir à escola a partir de um dado momento durante o ano letivo. Já a evasão ocorre quando o estudante que frequentou a escola em um dado ano deixa de se matricular no início do ano letivo seguinte.
De acordo com o estudo do Insper “políticas públicas para a redução do abandono e evasão escolar de jovens”, liderado pelo economista Ricardo Paes de Barros e organizado pelo Instituto Ayrton Senna, Instituto Unibanco e Fundação Brava, no Brasil, há atualmente cerca de 10 milhões de jovens entre 15 e 17 anos, que deveriam estar frequentando a escola, e, destes, 21% estão fora da escola. No Espírito Santo, há atualmente 186 mil jovens na mesma faixa etária e, desse total, 14% estão fora da escola.
Entre 2007 e 2016, no Ensino Fundamental, houve uma queda no abandono de 59% no Brasil e de 71% no Espírito Santo. Já no Ensino Médio, de 2007 a 2017, os números mostram que também houve uma queda de 59% no Brasil e de 69% no Espírito Santo.
No quesito aprovação, 86,8% dos estudantes capixabas do Ensino Fundamental foram aprovados em 2017, e, no Ensino Médio, 81,6%.
Na Escola Viva, a taxa de abandono em 2017 foi de 2,2% enquanto nas escolas de tempo parcial é de 4,7%. Já a taxa de aprovação foi de 86,9% nas unidades de tempo integral e 81,6% nas escolas de tempo parcial.
Para o secretário de Estado da Educação, Haroldo Rocha, são vários motivos que causam a evasão escolar. “A pesquisa apontou 14 causas do abandono escolar. Entre elas estão as dificuldades de acesso às escolas, famílias muito pobres, o que dificulta a criança desenvolver suas atividades, a violência, a falta de valorização do projeto de vida desses jovens que é algo muito trabalhado na Escola Viva. A inovação é o caminho para a gente acolher todos os jovens e, assim, potencializar o desejo e o sonho de cada um. Mas não são todas as causas que estão ao alcance da escola resolver, depende também de instituições como a família, organizações que cuidam dos direitos das crianças, pois na verdade, a criança e o adolescente têm pela constituição garantido o direito a educação e as vezes a gente confunde direito a educação com direito ao acesso à escola. O verdadeiro direito a educação é o direito de aprender e é isso que agente quer garantir. Que lá na frente esses jovens tenham sucesso e possam ser os cidadãos que a gente espera que eles sejam”.

camera_enhance Combater o abandono e a evasão escolar é viabilizar o futuro para os jovens. (Crédito: Pedro Dutra)

Principais ações previstas

Toda política de promoção do engajamento deve ter como ponto de partida a garantia do acesso e da aprendizagem. Para isso, a Sedu vai promover uma Política de Promoção do Engajamento Escolar e Redução do Abandono e Evasão com as seguintes ações previstas:
– Construção de Centros de Mídia
– Uso de Tecnologias e Ensino Híbrido
– Apoio aos Municípios na Promoção do Engajamento Juvenil e na Redução do Abandono e Evasão
– Ampliação e Construção de Novas Escolas
– Formação do Professor e Apoio a Prática Didática
– Currículo Inovador
De acordo com o secretário, “há uma projeção de investimento de 50 milhões ao longo deste ano e no próximo ano com várias ações articuladas, 60% de recursos da Secretaria de Educação e, aproximadamente, 40% do recurso de um financiamento que o Governo adquiriu por meio do programa Ocupação Social, mas que tem como componente as políticas voltadas para garantir a permanência dos jovens nas escolas e garantir que não só permaneçam, mas também possam aprender e ter sucesso na vida escolar”.
“Comemoramos algumas vitórias como a redução do abandono escolar. Tanto no Ensino Fundamental, quanto no Ensino Médio, nos últimos dez anos reduzimos em mais de 70% e, no ano de 2017, houve uma redução ainda mais acelerada, fruto de políticas públicas que estão sendo implementadas como a Escola Viva, o programa Jovem de Futuro, o Pacto pela Aprendizagem que está sendo trabalhado nos municípios com um olhar completo para a criança, o adolescente e para os jovens, em toda sua vida escolar. Mas precisamos alcançar os 26 mil jovens que ainda estão fora da escola. Vamos adotar uma política mais ampla e articulada não só do ponto de vista da escola, mas do trabalho também com várias instituições, família, conselho tutelar, ministério público, a comunidade em torno da escola para que juntos possamos fazer um grande esforço”, ressaltou Haroldo.

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Governo ES

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Dia D da Busca Ativa Escolar de Nova Venécia acontece às quintas-feiras

A Prefeitura de Nova Venécia, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Seme), seguindo o cronograma do dia D da Busca Ativa Escolar, na quinta-feira (30), disponibilizou equipes para visita técnica aos Distritos de Cedrolândia e São Gonçalo, pela manhã e em bairros do município veneciano, no período da tarde. Foram recebidos  7 alertas, sendo 5 localizados com êxito.

A Seme implantou  a estratégia Busca Ativa Escolar no ano passado, com o objetivo de identificar, registrar, controlar e acompanhar crianças e adolescentes, em idade escolar obrigatória, de 4 a 17 anos que estão fora da escola.

A partir de abril deste ano, a Seme criou o dia D,  que acontece  semanalmente às quintas-feiras. O trabalho é desenvolvido  entre as Secretarias Municipais de Educação, Saúde e Assistência Social, cada uma atuando no âmbito de suas competências de forma integrada e articulada.

De acordo com a coordenadora da Busca Ativa, um cronograma é feito pelo setor com base nas informações inseridas, feita pela unidade escolar, na plataforma. “Os  dados da Plataforma nos permitem  identificar se o aluno está matriculado e não está frequentando as aulas”, disse. Segundo ela, outra forma de obtenção de informações é por meio dos agentes de saúde, que,  ao visitarem as famílias, acabam por identificar  alunos fora da escola.

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Além de trazer o aluno de volta para a escola, a estratégia monitora a criança e/ou adolescente para garantir sua permanência nas unidades escolares.

Sobre a estratégia
A Busca Ativa Escolar foi desenvolvida pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), em parceria com a União de Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), com o apoio do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde,  como estratégia para apoiar os governos na identificação, registro, controle e acompanhamento de crianças e adolescentes, em idade escolar obrigatória, de 4 a 17 anos.

Fonte: Ascom|PMNV

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