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Dia do Enfermeiro: na linha de frente do combate à pandemia, enfermeiros do Hospital São Gabriel falam dos desafios e conquistas em sua profissão

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Todo dia é dia de dar parabéns às pessoas que atuam na área de saúde, nesta quarta-feira (12), parabenizamos em especial os enfermeiros, que assim como tantos outros profissionais da saúde, atuam na linha de frente no combate ao novo coronavírus.

Para celebrar a data, o Portal ES1.com.br conversou com os profissionais Gilberto Brunoro Júnior e Ana Rosa Zanetti de Azevedo que atuam no Hospital São Gabriel, sobre os desafios e conquistas em exercer a sua função, principalmente na pandemia.

Missão

“Tenho 35 anos e atuo como enfermeiro desde 2018, estou há quase 13 anos na profissão. Como enfermeiro, minha principal missão é prestar uma assistência de qualidade e segura para garantir uma boa recuperação dos usuários do serviço de saúde”, destaca o profissional Gilberto.

“Aos 22 anos, atuo como enfermeira há seis meses no Hospital São Gabriel e vejo que minha missão, é buscar minimizar o sofrimento do paciente e dar a ele o maior conforto possível, praticando sempre a humanidade, dando o meu melhor a cada dia e a cada paciente, para que ele se recupere da melhor forma possível. É necessário ser dedicada, manter a atenção e sempre realizar o trabalho com destreza e cuidado, escutando o paciente e buscando o que é melhor para ele”, afirmou a enfermeira Ana.

Papel do enfermeiro na rotina de um hospital e responsabilidades

Depois de se formar no curso de Enfermagem, o enfermeiro assume um posto nos hospitais que podemos chamar de “linha de frente”. Isso significa que é de sua responsabilidade prestar os primeiros atendimentos aos pacientes recém-chegados, realizar exames preliminares, cuidar da higiene e conservação do local, gerir os medicamentos prescritos e acompanhar o quadro geral dos pacientes internados. É fundamental que ele trabalhe em conjunto com a equipe multiprofissional e exerça suas atividades de acordo com o prontuário de cada paciente. É também de sua responsabilidade determinar e supervisionar as ações do time técnico durante a execução e prescrição dos medicamentos.

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“A rotina de um enfermeiro não é nada fácil, mas nossa rotina se resume em três palavras: assistência, cuidado e atenção. São palavras que sintetizam as funções básicas de qualquer enfermeiro, independentemente de sua especialidade. Os enfermeiros são os profissionais que sabem, melhor que ninguém, como confortar e amparar um paciente nas condições por ele apresentadas. Afinal, estar doente não requer somente cuidados à saúde física, mas à emocional também, exigindo total sensibilização e carinho por parte dos enfermeiros”, relata Gilberto.

“Nossa rotina no setor consiste em várias funções, como passar a visita e principalmente em manter um olhar bem holístico a cada paciente, vendo-o sempre como um todo, observando cada detalhe, para que possamos fazer o melhor para auxiliá-lo em seu atendimento e recuperação. Também planejamos a equipe, remanejamos os técnicos e ajudamos de forma geral a orientar a todos”, conta Ana.

Na linha de frente contra a Covid-19

“Acredito que a enfermagem é de extrema importância no papel de combate ao Covid-19. Os enfermeiros são peças fundamentais no combate a essa trágica pandemia. Esse protagonismo se deve pela atuação corajosa, efetiva e ininterrupta dentro dos hospitais, que resultou em uma comoção geral da sociedade mostrando o real valor da enfermagem. Pois na maioria das vezes somos desvalorizados”, relatou o enfermeiro Gilberto.

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“A importância de minha profissão está em auxiliar e contribuir com todos os pacientes, muitas vezes confortando e dando amparo, porque a Covid-19 é uma doença muito incerta, duvidosa, medrontosa e é triste quando a gente perde a batalha para a doença, porém é muito gratificante quando vemos o sorriso no rosto dos familiares e pacientes quando damos a notícia de sua melhora e da tão sonhada alta”, afirma a enfermeira Ana.

Momentos marcantes

“São muitas as cenas que nos marcam durante a nossa carreira, mais o momento mais marcante na minha vida profissional, foi participar do nascimento da minha filha que hoje tem quatro anos de idade. Um outro ponto que tenho certeza que vai ficar marcado na minha carreira é estar na linha de frente ao combate a Covid-19, confesso que nunca imaginei que a geração atual passaria por uma pandemia”, afirma o enfermeiro Gilberto.

“Um momento que mais marcou minha carreira, foi quando uma paciente já de idade, deu entrada na clínica médica e acabou sendo internada em estado grave, com mais de 50% de comprometimento pulmonar devido a Covid-19, possuindo comorbidades, o que afetava ainda mais o seu quadro. Porém essa senhora nos ensinou muito, pois era uma paciente muito alegre e todos os dias ela estava com um sorriso no rosto, sempre seguindo nossas orientações, se auto ajudando e após tantos dias de lutas veio a vitória, onde tivemos a felicidade de compartilhar com ela e com sua família a tão sonhada alta hospitalar”, finaliza Ana.

“Assistência, cuidado e atenção, são palavras que sintetizam as funções básicas de qualquer enfermeiro, independentemente de sua especialidade”, afirma o Enfermeiro Gilberto Brunoro Júnior. Foto: Arquivo Pessoal

 

“É necessário ser dedicada, manter a atenção e sempre realizar o trabalho com destreza e cuidado, escutando o paciente e buscando o que é melhor para ele”, disse a Enfermeira Ana Rosa Zanetti de Azevedo.Foto: Arquivo Pessoal

Fonte: Editora Hoje

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Covid-19: ministro da Saúde pede que se reforcem cuidados na vacinação


O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, alertou hoje (17) para a necessidade de estados e municípios reforçarem a atenção nos procedimentos para a imunização da população contra a covid-19, especialmente crianças e adolescentes. 

O alerta foi feito após o episódio ocorrido no município paraibano de Lucena, na grande João Pessoa, onde cerca de 40 crianças foram vacinadas equivocadamente com imunizantes para adultos. Além disso, também foram usadas vacinas fora do prazo de validade.

“Nós, do Ministério da Saúde, temos alertado acerca das questões relativas à segurança. Muitas vezes quando damos os alertas, muitas vezes [dizem que] o ministério é contra [a vacinação de crianças]. Não é questão de ser contra, é questão de compromisso com a aplicação adequada de vacinas e evitar possíveis efeitos adversos”, disse Queiroga pouco antes de se deslocar para a cidade de Monteiro (PB), onde participa de um ato de testagem para diagnóstico da covid-19.

A história veio a público nos últimos dias, após uma mãe publicar nas redes sociais um vídeo do cartão de vacinas dos filhos com a informação de que eles foram vacinados contra o coronavírus no início de janeiro. Porém, as doses e a vacinação de crianças só tiveram início depois do episódio. As primeiras doses do imunizante só chegaram na Paraíba na última sexta-feira (14).

A vacina contra covid-19, autorizada para crianças, apresenta diferenças na dosagem, composição e concentração do principal componente, o RNA mensageiro, com a dosagem sendo o equivalente a um terço da vacina aplicada em adolescentes, a partir dos 12 anos, e adultos.

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Orientações

Segundo o ministro da Saúde, cabe aos gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS) o armazenamento correto, além do acompanhamento da validade dos frascos e aplicação das doses, seguindo as orientações do ministério.

“É por isso que a vacinação de crianças de 5 a 11 anos foi autorizada, mas autorizada dentro de recomendações da Agência de Vigilância Sanitária, a Anvisa, em relação a sua aplicação. O frasco da vacina é diferente, justamente para evitar uma aplicação indevida, as salas de vacinação são salas que devem ser exclusivas, os aplicadores da vacina têm que ser exclusivos, as crianças têm que ficar em observação depois de vacinadas”, afirmou. 

“Temos que ter uma atenção especial para que se cumpra as normas, seja em relação à aplicação, seja em relação a fármaco-vigilância”, acrescentou o ministro.

Após o episódio, a prefeitura de Lucena disse lamentar o ocorrido e informou que afastou uma profissional de saúde do município que aplicou o imunizante para adultos em crianças. Ainda conforme a prefeitura, as crianças estão sob acompanhamento do município e não apresentaram reações adversas graves.

“Esclarecemos que a decisão foi tomada individualmente pela pessoa que fez a aplicação, sendo uma falha pontual e que não partiu de determinação da administração municipal, de forma que assim que tomamos conhecimento, afastamos a responsável”, disse a prefeitura em nota divulgada no sábado (15). “Até o momento, felizmente, as crianças que recebem as vacinas não apresentam quadro adverso na saúde”, diz outro trecho da nota.

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Terceira onda

O ministro Marcelo Queiroga disse ainda que os estados devem dobrar a atenção para evitar a aplicação de imunizantes vencidos e que a prioridade deve ser a aplicação da segunda dose ou dose de reforço. Para o ministro, com a variante Ômicron o país está diante de uma possível terceira onda da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

“Há mais de 70 milhões de doses que estão com os estados e essas doses têm que ser aplicadas no público- alvo. A prioridade é a aplicação da segunda dose e da dose de reforço. Estamos diante de uma possível terceira onda em função da variante Ômicron aumentando o número de casos”, disse. 

“Os dados iniciais apontam que, em países que têm um nível de vacinação equiparado ao Brasil, não têm gerado tanto impacto sobre o sistema hospitalar e sobre as unidades de terapia intensiva, mas o vírus é um inimigo imprevisível e nós não temos que baixar a guarda”, finalizou o ministro da Saúde.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde

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