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Dengue e lixo apavoram população francisquense

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Os números da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), não deixam dúvidas. Barra de São Francisco está passando por um surto de dengue, desde o início deste ano. Foram notificados 1.850 casos de dengue no Espírito Santo entre 31 de dezembro de 2017 e 10 de março deste ano. Neste período, a taxa de incidência da doença no Estado ficou em 46,56. Em Barra de São Francisco, somente nas últimas quatro semanas, segundo o boletim epidemiológico da Sesa os casos de dengue chegaram à taxa de 240,3.

No bairro Colina, por exemplo, a enfermeira da Estratégia de Saúde da Família (ESF), Francielly Cesana, disse que está atendendo, em média, seis a oito casos de suspeita de dengue por dia. “Está uma situação muito difícil, todos os dias temos um monte de gente na porta da unidade buscando tratamento para a doença”, afirma.

Na mesma rua em que fica a unidade da ESF do bairro Colina, um dos moradores, que se identificou apenas como Tatu, disse que em sua casa quase todo mundo já teve dengue e, na rua onde mora tem várias pessoas que ainda estão se tratando da doença. “Está cada dia mais difícil, a sujeira é muita, veja o lixo acumulado na rua”, reclama.

No bairro Vila Luciene, onde a prefeitura está fazendo um aterro, a incidência de dengue também é alta desde o ano passado. Um dos líderes da comunidade, Cezinha Vila Luciene, conta que em sua casa, no ano passado, todo mundo teve dengue e a situação só melhorou quando a prefeitura mandou limpar e capinar os lotes e terrenos baldios.


camera_enhance Enfermeira Franciely, do bairro Colina, atende vários casos de suspeita de dengue por dia (Crédito: Editora Hoje)


 

 

Fumacê e atendimento centralizado são algumas providências tomadas

 

Diante da situação de quase epidemia na cidade, inclusive com registros também de casos de chikungunya, o diretor do Hospital Estadual Dr. Alceu Melgaço Filho (HDAMF), Gustavo Lacerda, procurou a Secretaria Municipal de Saúde para propor uma estratégia que evitasse o congestionamento que está sendo provocado no pronto-socorro do hospital por causa dos casos de dengue. “O hospital não é o local indicado para o tratamento da dengue, isso é atenção primária. Nós deveríamos estar cuidando apenas de algum caso de dengue hemorrágica, se houvesse”, disse Lacerda.

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Porém, como a população francisquense já se habituou a procurar o pronto-socorro do hospital para tratar quaisquer problemas de saúde, o local está congestionando nas últimas semanas, trazendo prejuízos para o cuidado com os casos de urgência e emergência. “Diante da situação nós decidimos procurar o secretário (Ronan) e propor que o hospital ceda alguns medicamentos e soro para o município fazer o atendimento”, informou.

Ainda de acordo com Lacerda, a partir desta semana ainda os pacientes com suspeita de dengue que chegarem ao hospital deverão ser encaminhados para a ESF do bairro Bambé, que tem melhor infraestrutura, para serem medicados.

FUMACÊ – Na tarde da última segunda-feira, durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores, o líder do prefeito, José Valdeci de Souza, informou que a Vigilância Sanitária divulgou o calendário de aplicação do fumacê, para tentar amenizar o problema.


camera_enhance Fumacê está sendo usado para tentar amenizar o problema (Crédito: Editora Hoje)


 

Vereadores cobram educação

Durante a sessão ordinária da última segunda-feira, os vereadores, principalmente os que compõem o Grupão do Povo, alertaram para o problema causado pelo surto de dengue na cidade, mas também cobraram uma postura de “colaboração” da comunidade para que o mosquito causador da doença seja combatido.

O vereador Admilson Brum salientou que, além da falta de cuidados da população, a Secretaria Municipal de Serviços tem deixado muito a desejar na limpeza, o que está agravando a situação. “Tem muitos lotes abandonados, cheios de mato, entulho, no meu bairro tem lixo por todos os lados”, lamenta.

 O vereador Paulo Roberto dos Reis, o Paulinho, que é também servidor do hospital, disse que o local está congestionado devido ao grande número de pessoas com suspeita de ter contraído a doença. “Entendo que a comunidade precisa ajudar, mas a minha rua, por exemplo, foi limpa pela última vez quando o Hortêncio ainda era secretário, ou seja, na administração anterior”, critica.

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O vereador Wilson Mulinha lembrou que o atual secretário de Serviços, Valezio Armani, na gestão passada era vereador e não poupava críticas ao setor de limpeza pública, à saude e, agora, “está fazendo um trabalho muito aquém do que era realizado pela gestão anterior”. “Mas nós temos que cobrar também da população, que ela faça a sua parte”, disse Mulinha.

 

 

Cidade tem muito lixo e entulho acumulados nos bairros periféricos

 

Desde o ano passado a Secretaria Municipal de Serviços está autorizada a limpar lotes vagos e recolher entulhos jogados pela população nas ruas, mas com a promessa de multar aqueles que reincidirem. 

No entanto, a situação continua a mesma e até piorou em alguns locais. Esta semana a reportagem do ES1/Notícia Certa esteve em alguns bairros da cidade e constatou a grande quantidade de lixo e entulho jogados nas ruas.

No bairro Colina, por exemplo, todas as ruas estavam cheias de lixo e entulho até a noite da última segunda-feira. Bem ao lado da ESF do bairro, existe um grande monte de entulho, jogado ao lado do container.

No bairro Irmãos Fernandes, tambem ao lado do ESF, se encontra outro monte de entullho. Até sofá e restos de geladeira estão depositados no local.


camera_enhance Entulho e lixo acumulados no bairro Irmãos Fernandes, ao lado da ESF (Crédito: Editora Hoje)


A Secretaria municipal de Obras e Serviços informa que tem enfrentando dificuldades para fazer a coleta devido ao fato de muitos veículos estarem avariados ou sem pneus.

A secretaria está amparada por uma lei aprovada recentemente na Câmara Municipal e já sancionada pelo prefeito Alencar Marim, que estipula multa de até 5 Unidades de Referência (Ufir) para quem não limpar e cercar seus lotes vagos e terrenos baldios.


camera_enhance Lixo e entulho acumulado no bairro Colina (Crédito: Editora Hoje)


Editora Hoje

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Crescem em todo país os casos de síndrome respiratória aguda grave

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) está crescendo, tanto nas tendências de longo prazo – últimas seis semanas – quanto de curto prazo – últimas três semanas. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (6) no Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os sinais de crescimento aparecem em mais estados das regiões Norte e Nordeste, tendência que se iniciou mais tarde em relação aos estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Em contrapartida, alguns estados do Sudeste e Sul (Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo) mantêm sinais de possível interrupção no aumento do número de casos, com formação de platô no mês de junho.

“Essa situação ainda está sem sinais claros de inversão para queda. No Paraná e no Rio Grande do Sul, por exemplo, observa-se tendência de retomada do crescimento em crianças, indicando que o cenário ainda é instável e exige cautela”, explicou o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

Dados referentes aos resultados laboratoriais por faixa etária seguem apontando para amplo predomínio do vírus Sars-CoV-2 (Covid-19), especialmente na população adulta. Nas crianças até 4 anos de idade, o aumento no número de casos de SRAG foi marcado por crescimento nos casos positivos para vírus sincicial respiratório (VSR) e leve subida nos casos de rinovírus e metapneumovírus. Nesse grupo, a presença de Sars-CoV-2 superou o volume de casos associados ao VSR nas últimas quatro semanas.

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Embora não se destaque no dado nacional, o vírus influenza A (gripe) mantém sinal de crescimento em diversas faixas etárias no Rio Grande do Sul.

A análise indica que 20 das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a SE 26: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Tocantins.

As demais unidades apresentam sinal de estabilidade ou queda na tendência de longo prazo.

Os dados completos podem ser acessados na página da Fiocruz na internet.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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