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Ananias F. Santiago - ES1.com.br

DEMOCRACIA É ELEGER QUEM SABE ADMINISTRAR

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Imagine você que luta por vários anos, que cursa uma faculdade difícil e ainda trabalhando para dar conta de tudo. Chega exausto do trabalho e ainda assim lá vai você; que seja um curso, que seja uma graduação, que seja um mestrado, especialização ou doutorado. Você luta por sua oportunidade, quer o seu lugar ao sol. Afinal, é para isso que está empreendendo tantos esforços.

Contudo, após esse longo período de luta, finalmente já no seu emprego dos sonhos, você se depara com um chefe ou um colega extremamente despreparado, com menor instrução do que você, e que simplesmente ganha cinco vezes mais que você, trabalha uma ou duas vezes por mês e ainda assim é o queridinho da empresa.

Pois bem, é o que vem acontecendo todos os dias na sua cidade, no seu estado, enfim, em baixo do seu nariz. Sim não pense você que precisamos ir longe para nos depararmos com tal situação. Pense na seguinte situação, um vereador municipal custa em média dez mil reais para um município cada, imaginemos um município onde tem-se dez vereadores gerando um custo mínimo de cem mil reais mensais, e digo custo MÍNIMO.

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Agora analise que beleza em que vivemos, para que você pilote um veículo ou motocicleta, lhe é exigido a Carteira Nacional de Habilitação, para dar aulas lhe é exigido no mínimo um diploma de licenciatura na área desejada. Agora meu caro leitor se você resolver tornar-se político não precisa muito estudo, apenas uma boa lábia, aquele traquejo malandro sabe? Isso mesmo, se para aplicar uma injeção é necessário ensino superior, para administrar uma cidade (prefeito) ou para fiscalizar a Administração (vereadores), apenas exige-se que este seja alfabetizado. Engraçado não é mesmo?

Prossigo indagando, se você fosse proprietário de uma empresa, confiaria a administração desta nas mãos de qualquer um? Nas mãos de quem não tenha comprovada capacitação para administrá-la? São perguntas pertinentes quando pensamos no voto. Será que aquele candidato boa pinta, bom de conversa, com cara de bonzinho será capaz de administrar o nosso, o seu, o meu patrimônio, mas toda a riqueza de uma cidade, estado ou Nação? Não faz muito tempo que tivemos experiências valiosas neste sentido.

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Deste modo penso que uma das coisas que deveriam pautar as nossas escolhas políticas para além da afinidade com o candidato ou possíveis vantagens, é qual o nível de experiência e capacitação deste na condução de grandes empreendimentos, será que este tem conhecimento o suficiente para bem administrar o que lhe foi confiado? O fato é que experiência se adquire ao longo do caminho, já o conhecimento deve ser preparado antes do início da jornada.

 

 

Ananias Ferreira Santiago
OAB/ES 29.206

Ananias F. Santiago - ES1.com.br

Tchau querida

A expressão é conhecida, aliás já virou jargão, repetida como um mantra. Mas o tchau aqui é mais profundo do que uma mera expressão, não é dirigido a uma pessoa ou a um partido político, tampouco à direita, esquerda ou qualquer tipo de classificação política. Aqui o tchau é a um modo de agir, a uma maneira de pensar, a uma cultura nefasta.

A nação brasileira há tempos vem demonstrando uma insatisfação contra uma cultura de atraso que tem se abatido sobre ela há décadas, e isso não diz respeito a partido ou a lado político, isso diz respeito ao modus operandi, isto é, a maneira de agir e de governar que até então era quase que padrão pelos nossos “representantes”.

O povo vem dizendo não a corrupção, não aos privilégios, não a impunidade já há algum tempo. Porém desta vez é diferente, desta vez a voz foi firme, uníssona e veemente. Um grito… Ou melhor, um brado de protesto. Mas não daquele protesto de se opor e não lutar, de falar e não fazer. O povo saiu às ruas, o povo pediu justiça o povo se cansou de mais do mesmo.

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Nunca antes no passado recente se viu tanta gente se importando com os rumos da nação. Os jovens… Há os jovens, esses sim, saíram do conforto da alienação para discutir bravamente qual rumo tomaremos, ainda que de seus caros iphones, ainda que pelo conforto da internet. Mas discutiram, argumentaram, apontaram o que queriam, e isso faz diferença.

O Tchau aqui simboliza muito, simboliza um adeus a cultura da alienação, simboliza que a grande maioria está antenado no que ocorre no país, e melhor, está disposto a argumentar e lutar para ver melhorar, para ver mudanças.

Uma nação cujo povo tem opinião e faz questão de externá-la e defendê-la, jamais ficará refém de um Estado agigantado, jamais se submeterá a uma desgovernança.  O tchau é um adeus, o tchau é um encontro com nosso futuro, o tchau é um novo Brasil.

 

Ananias Ferreira Santiago
OAB/ES 29.206

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