conecte-se conosco


Política Nacional

DataSenado mostra que maioria dos brasileiros apoia adiamento do Enem

Publicado em


.

Pesquisa realizada pelo Instituto DataSenado mostra que a maioria dos brasileiros apoia o adiamento da prova do Enem 2020, conforme prevê o PL 1.277/2020, projeto de lei da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB). A proposta foi aprovada pelo Senado na terça-feira (19) e, agora, aguarda votação na Câmara dos Deputados.

Dos que responderam ao levantamento, 75% acham muito importante adiar as provas de ingresso no ensino superior em períodos de epidemia, 14% consideram isso pouco importante, 8% acham nada importante e 3% não souberam ou preferiram não responder. A íntegra da pesquisa pode ser vista aqui.

Para a senadora, o resultado do levantamento comprova o que os parlamentares têm ouvido da população: que há uma disparidade muito grande entre os estudantes neste momento, com as aulas suspensas devido à covid-19. O que, destaca ela, pode se refletir no resultado das provas do Enem.

— Por força dessa suspensão, muitos alunos estão sem acesso à internet, sem acesso a instrumentos que possam dar a eles as mesmas condições de estudo e de competitividade dos alunos mais abastados, que têm um computador em casa, têm internet, têm um celular de última geração.

Daniella Ribeiro também ressalta que seu projeto foi apresentado quando o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmava que as provas do Enem não seriam adiadas, “numa clara demonstração de falta de sintonia com o Brasil real, quando estudantes estão perdendo familiares e se estressando em isolamento”. Na última quarta-feira (20), após a aprovação do projeto de Daniella no Senado, o Ministério da Educação anunciou o adiamento do Enem.

leia também:  Oriovisto anuncia nova PEC para limitar poder monocrático dos ministros do STF

O projeto não estabelece uma data para as provas, mas determina que “os processos seletivos de acesso à educação superior serão prorrogados, automaticamente, até o momento em que estejam concluídas, em todo o território nacional, as atividades do ano letivo no ensino médio”.

Perfil

A pesquisa do DataSenado foi realizada entre os dias 18 e 20 de maio, por telefone. Foram entrevistados 1.200 brasileiros com mais de 16 anos. O instituto destaca que a amostra utilizada é representativa da opinião da população brasileira.

Esse foi mais um levantamento do instituto sobre propostas em discussão no Senado que visam minimizar os efeitos da covid-19. Segundo a coordenadora do DataSenado, Laura Nascimento, o objetivo é subsidiar o trabalho parlamentar na definição de prioridades durante a pandemia.

O perfil dos que responderam à pesquisa indica que 43% são do Sudeste, 27% do Nordeste, 15% do Sul, 8% do Norte e 8% do Centro-Oeste. Do total, 53% são mulheres e 47%, homens.

Em relação à faixa etária, 26% dos que participaram do levantamento têm entre 16 e 29 anos; 20%, de 30 a 39 anos; 18%, entre 40 e 49 anos; 16%, de 50 a 59 anos; e 21%, 60 anos ou mais. Quanto à escolaridade, 34% não completaram o ensino fundamental; 16% tem o ensino fundamental completo; 29%, o ensino médio completo; e 21%, o ensino superior incompleto ou mais.

leia também:  Senadores lamentam a morte do jornalista Gilberto Dimenstein

Os entrevistados foram questionados também sobre sua cor e raça: 57% responderam negra, indígena ou amarela; 43%, branca. Quanto à ocupação, 60% disseram estar ocupados; 10%, desocupados; 27%, fora da força de trabalho; e 3% não souberam ou preferiram não responder.

A renda familiar de 64% dos que participaram da pesquisa é de até dois salários mínimos; de 16%, mais de dois até cinco; de 6%, mais de cinco salários; 15% não souberam ou preferiram não responder. A maioria (54%) é católica; 30%, evangélica; 16% pertencem a outras religiões ou a nenhuma; e 1% não souberam ou preferiram não responder.

Laura Nascimento lembra que, devido ao arredondamento, a soma dos percentuais em alguns casos pode ser diferente de 100%. Para números com decimal menor que 0,5, foi mantida a parte inteira. E para aqueles com decimal maior ou igual a 0,5, adicionou-se uma unidade à parte inteira do número.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Política Nacional

Senado lança plataforma para acompanhar gastos destinados ao combate à pandemia


.

A Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado Federal (Conorf) lançou uma plataforma na internet de acompanhamento diário dos recursos federais destinados ao combate à pandemia de covid-19. A ferramenta faz parte do Siga Brasil, sistema de transparência orçamentária mantido pela Conorf e pela Secretaria de Tecnologia da Informação do Senado (Prodasen).

Os dados desta quinta-feira (28) mostram R$ 200 bilhões já empenhados, ou prontos para uso, dos R$ 319 bilhões disponibilizados — 63% do total. Até a data da última atualização das informações, R$ 113 bilhões já estavam investidos, sendo a maioria — R$ 77 bilhões — destinada ao auxílio emergencial.

A plataforma permite a consulta da destinação do dinheiro por política, por órgão, por recipiente do gasto e, também, por estado. Esses dados são obtidos a partir do cruzamento entre as autorizações orçamentárias (que, na maioria das vezes, não discriminam a destinação final dos gastos) e o manejamento do dinheiro, que é registrado no Sistema Integrado de Aplicação Financeira (Siafi) da Secretaria do Tesouro Nacional.

leia também:  Projeto que cria a Lei das Fake News pode ser votado nesta terça

O consultor Flávio Luz destaca que a ferramenta ajuda os cidadãos a visualizarem melhor a organização dos investimentos contra a covid-19 — que, na sua quase totalidade, têm vindo através de sucessivas medidas provisórias (MPs).

— O diferencial é a visão orçamentária, que interessa mais, e não do documento legislativo. Cada nova MP vai agregando [um valor] a um total consolidado.

O uso de MPs para combater a pandemia fica evidenciado na distribuição dos recursos pela sua fonte: apenas R$ 7,64 milhões dos investimentos até agora — menos de 0,01% do total — vieram do Orçamento regular para o ano. O restante foram créditos extraordinários liberados através das medidas provisórias.

Ele explica que os créditos extraordinários são a ferramenta adequada para o cenário atual devido à própria natureza da pandemia: um evento inesperado e urgente. As medidas provisórias começam a valer assim que são publicadas e, no caso da liberação de dinheiro, ele já fica disponível para utilização imediatamente.

Ainda no início do estado de calamidade provocado pela pandemia, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou que medidas provisórias de créditos extraordinários não serão pautadas para votação, uma vez que a execução do gasto não depende do aval parlamentar.

leia também:  Projeto autoriza desempregado a sacar FGTS em situação de calamidade

— O Congresso só pode abrir mão dessa participação quando for exigida uma maior agilidade, e em um evento como este é razoável utilizar MPs. Quanto à fiscalização do gasto, não tem diferença, ele entra no Siafi da mesma forma — observa Flávio Luz.

A ferramenta de acompanhamento de gastos contra a covid-19 está em aprimoramento e os usuários podem entrar em contato com a Conorf e o Prodasen para oferecerem sugestões e tirar dúvidas. O portal Siga Brasil disponibiliza vários outros filtros temáticos de acompanhamento orçamentário no seu Painel Cidadão, e o Painel Especialista permite a montagem de consultas personalizadas a partir de cadastro no sistema.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Visualizar

MAIS LIDAS

error: O conteúdo está protegido !!
Chat aberto
1
Precisa de nossa ajuda ?
Olá, nós do ES1 podemos te ajudar de alguma forma
Powered by