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Cuidados Paliativos: assistência multidisciplinar garante mais qualidade de vida ao paciente com câncer

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O período de tratamento de uma doença grave, como o câncer, pode trazer sofrimento físico, psicológico, social e espiritual para os pacientes e sua família. Visando promover qualidade de vida do paciente e também de seus familiares, entram em cena os cuidados paliativos, que consistem na assistência promovida por uma equipe com profissionais de diferentes áreas, aliviando e prevenindo o sofrimento diante da doença, tratando a dor e os demais sintomas.

A partir deste mês de outubro, o Centro Capixaba de Oncologia (Cecon), unidade capixaba do Grupo Oncoclínicas, passa a contar com este serviço, pioneiro em nível ambulatorial privado para pacientes com câncer no estado. O Núcleo de Cuidados Continuados é formado por uma equipe assistencial multidisciplinar, formada por médica paliativista, enfermagem, farmácia, nutrição, psicologia, serviço social e estomatologia (dentista).

Segundo a médica paliativista Carolina Sarmento, os cuidados paliativos enfocam principalmente a qualidade dos dias de vida em detrimento da quantidade. Ao contrário do que muitos pensam, cuidados paliativos não são adotados apenas em casos de pacientes sem chances de cura ou ditos “terminais”, mas devem ser indicados para pacientes portadores de doença que ameace a vida em qualquer fase da mesma, inclusive quando do diagnóstico. “O objetivo dos cuidados continuados é promover qualidade de vida, alívio de sofrimento, conforto e melhor controle de sintomas para os pacientes que enfrentam uma doença que ameace a vida”.

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A equipe do Núcleo de Cuidados Continuados do Cecon acompanhará os pacientes que requerem atendimento integral da rede de apoio, que terão um plano de cuidados individualizado ao seu caso. Além deles, sua família também é assistida.

“Quanto mais cedo começa esse atendimento, melhor para o paciente, que ganha em sobrevida e qualidade de vida”, explica a médica. Além disso, este trabalho possibilita menor incidência de depressão e ansiedade, menos internações e idas ao hospital, maior aderência ao tratamento e melhor sensação de bem estar.

Segundo o enfermeiro Raphael Pimentel, para oferecer este serviço de forma integral, personalizada e bem estruturada, o Cecon vem promovendo um ciclo de educação continuada com os profissionais da equipe do Núcleo de Cuidados Continuados, com treinamentos sobre temas como manejo da dor, náuseas e vômitos, nutrição oncológica, desafios em cuidados paliativos em pacientes oncológicos, dentre outros assuntos.

O conceito de Cuidado Paliativo foi definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e revisto em 2017. “Ele não se baseia em protocolos, mas sim em princípios. Entende-se a doença como estressor em várias esferas de sofrimento. Indica-se o cuidado desde o diagnóstico, expandindo nosso campo de atuação. Não falamos também em impossibilidade de cura, mas na possibilidade ou não de tratamento modificador da doença, desta forma afastando a ideia de ‘não ter mais nada a fazer pelo paciente’”, completa Raphael.

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Distrito Federal volta a exigir máscaras em locais abertos


O governo do Distrito Federal (GDF) voltou a exigir uso de máscaras de proteção facial em locais abertos para tentar frear a explosão de casos de covid-19.

As máscaras tornaram-se de novo obrigatórias em espaços públicos e qualquer local ao ar livre, como vias públicas, parques e áreas de uso comum em condomínios na capital federal. A exigência também é válida para transportes públicos, estabelecimentos comerciais e indústrias.

Apenas atletas e árbitros poderão ficar sem máscara durante jogos, além de vocalistas e pessoas que toquem instrumentos musicais de sopro em apresentações ao vivo.

Outro decreto do GDF retomou medidas mais rígidas de restrição e distanciamento em estabelecimentos de culturais e de entretenimento, como bares, restaurantes, boates e casas noturnas.

A norma proibiu aglomerações nesses estabelecimentos, como pistas de dança. O GDF já havia vedado eventos públicos e privados com a cobrança de ingresso.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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