conecte-se conosco


Política Estadual

CPI da Sonegação mira empréstimo milionário

Publicado em


A CPI da Sonegação de Impostos vai investigar a atuação do grupo inglês Infinity Bio-Energy no Espírito Santo, empresa do setor sucroalcooleiro que teve falência judicial decretada. Durante a reunião virtual desta terça-feira (10), o colegiado aprovou pedido de quebra de sigilo bancário referente a uma transação financeira realizada no ano de 2007 entre o Banestes e o grupo inglês. A transação é referente a um empréstimo, na época, no valor de R$ 57 milhões.

O pedido de cópia integral do contrato de empréstimo é do deputado Marcos Garcia (PV), vice-presidente do colegiado. Na justificativa, o solicitante argumenta que o caso aponta para “fortes indícios de que o grupo aplicou um golpe no Estado”.

A sede do grupo, criado em 2006, é no distrito de Victoria Street, na Ilha das Bermudas, território ultramarino britânico. A empresa entrou em recuperação judicial em 2009. O grupo atuava na área de produção de etanol e chegou a ter seis usinas em funcionamento no país, sendo duas no Espírito Santo, em Conceição da Barra e em Pedro Canário. O pedido de Marcos Garcia (PV) foi aprovado pelo presidente do colegiado, deputado Marcelo Santos (Podemos) e pelo relator, deputado Adilson Espindula (PTB).

leia também:  Quatro projetos do governo entram em urgência

Obras públicas paralisadas

Outro assunto da agenda de trabalho da CPI da Sonegação são obras públicas que estão paralisadas no Estado. De acordo com o deputado Marcelo Santos, são 219 obras paralisadas, muitas abandonadas há décadas. “O governo criou um grupo de trabalho, eu faço parte desse grupo como coordenador, juntamente com vários outros órgãos e setores, com um único objetivo: aprimorar as normas existentes com relação às obras públicas. A paralisação de muitas obras é fruto da burocracia. Eu queria propor que nós fizéssemos um encaminhamento, colocando a CPI à disposição e cobrando do governo celeridade com relação ao tema. A CPI pode dar uma excelente contribuição a esse trabalho”, propôs Marcelo Santos. O pedido do presidente da CPI foi aprovado. 
 

Política Estadual

ae


Ainda um “bebê”, com apenas três meses de existência, mas já reunindo uma imensidão de informações, a Alesinha – robô virtual de inteligência artificial que interage com os internautas no portal institucional da Assembleia Legislativa –, está revolucionando a forma como o Legislativo capixaba se comunica com a sociedade.  

A ferramenta tem um ícone de uma jovem, que se apresenta dizendo o seu nome e adianta que está ali para ajudar no que for possível para o fornecimento de informações. Lista alguns temas para facilitar a consulta e avisa: “Mas pode perguntar coisas, além disso; se eu não souber vou aprender logo”. 

Dorimar Mandatto, diretor de Tecnologia da Informação (TI) da Ales, área responsável pela implantação do projeto, explica que a ferramenta de inteligência artificial aprende a conversar com o público na medida em que é demandada, sendo fomentada pelo banco de dados.  

Com o passar dos anos, o consumo de informações repassadas ao público expande-se de forma dinâmica e sem limite, o que torna a inteligência artificial um “ser imortal”, segundo o diretor.   

Aprendizagem

Dorimar Mandatto ilustra a capacidade “astronômica” de aprendizagem dos robôs virtuais treinados para  serviços de informação ao citar que a Alesinha –  lançada no dia 15 de março pelo presidente da Casa, deputado Erick Musso, em ato no plenário, já processou 21 mil trocas de mensagens com o público. 

O número de atendimento supera 2 mil pessoas, que buscaram, em um período de três meses, informações relacionadas principalmente aos órgãos públicos que atendem no Espaço Assembleia Cidadã

“São dúvidas sobre emissão de carteira de identidade (emitida) pelo posto da Polícia Civil; perguntas sobre o atendimento pelo Procon da Assembleia e demandas encaminhadas para a Ouvidoria da Casa”, relata Mandatto. 

As pessoas também procuraram a Alesinha para obter informações sobre cargos e salários de servidores, endereço do Parlamento e cursos oferecidos pela Escola do Legislativo. 

O gestor de TI cita que praticamente todo o acervo de notícias do portal da Casa já é de domínio do robô virtual, que é capaz de oferecer uma série de links para o acesso às matérias jornalísticas produzidas no âmbito da Secretaria de Comunicação Social. 

Para isso, basta digitar uma palavra-chave que a ferramenta de inteligência artificial, em questão de segundos, fornece o cardápio noticioso sobre os projetos e leis aprovadas, além dos acontecimentos em geral que ocorrem nos espaços do Palácio Domingos Martins – sede do Parlamento estadual. 

leia também:  DER e UFES vão elaborar projeto de fixação da foz do Rio Cricaré, afirma Deputado Freitas

Atividade parlamentar 

As informações sobre as atividades parlamentares também estão bem guardadas no “cérebro” da Alesinha. É possível, por exemplo, obter links com a relação de todos os projetos e leis de autoria de determinado deputado durante os últimos mandatos exercidos por ele. 
Conforme Dorimar Mandatto, nas próximas semanas todo o Portal do Legislativo capixaba será memorizado pelo robô, que prestará aos interessados informações de forma bem mais ágil do que acessar as páginas do site até chegar ao conteúdo desejado. 
Outra novidade, explica o diretor de TI, é que dentro de pouco tempo não haverá mais a necessidade de o servidor ligar para ramais telefônicos da Casa para pedir conserto em equipamentos, pois a Alesinha vai se encarregar de abrir os chamados para esse tipo de demanda. Em caso de interrupção no funcionamento de uma impressora, por exemplo, a solicitação poderá ser encaminhada ao robô virtual, otimizando o tempo de atendimento. 
Curadoria 
O desenvolvimento da inteligência artificial no âmbito da Ales está sendo possível graças à ajuda especializada de uma curadoria, composta por seis servidores da área de TI, que semanalmente afere a quantidade de perguntas que não puderam ser respondidas pela Alesinha. 
Para ilustrar como isso funciona, Dorimar Mandatto cita que há poucas semanas a curadoria descobriu que o robô não conseguiu prestar informações sobre o “Estado da União de Jeová”. 
Para que isso deixe de ocorrer, a curadoria fomentará o banco de dados da Alesinha com as informações sobre o tema, buscando referenciar por meio de conteúdos disponíveis na internet e em livros da Biblioteca João Calmon – que funciona no Palácio Domingos Martins. 
Em tempo: o Estado da União de Jeová foi uma tentativa efêmera de se criar uma unidade federativa brasileira, ocorrida entre julho de 1952 e março de 1953, sem autorização da União, numa área de cerca de 10 mil metros quadrados, na divisa entre Minas e Espírito Santo. O líder desse movimento de lavradores e posseiros foi o baiano Udelino Alves de Matos.

Aprovação 
Mandatto assegura que o índice de aprovação do serviço prestado pela inteligência artificial da Alesinha tem ficado em torno de 97%. A aferição é feita por meio de ícones de dedo polegar indicando positivo e negativo, acessados quando se clica numa aba na parte superior do serviço.
“Quando deixamos de ganhar um ‘joinha’, isso não nos desanima; ao contrário, instiga a curadoria a descobrir onde houve a falha e como podemos melhorar”, diz o diretor de TI. 
Como funciona
O que está por trás de um robô virtual ensinado a prestar informações em tempo real? Dorimar Mandatto explica que a inteligência artificial precisa conhecer o assunto, interagindo com o internauta por meio de uma interface. 
“Esse assunto chega ao robô, a ferramenta filtra para qual nó de conhecimento a demanda deve ser conectada; há milhões de nós no sistema, sendo que cada nó de conhecimento é formado de intenção, diálogo, entendimento e conversação”, afirma o gestor.   
Por exemplo, uma informação sobre pagamento financeiro se encontra dentro do nó relacionado a conhecimento financeiro. “Lá vão ter 1 milhão de perguntas e respostas sobre isso”, acrescenta Mandatto.  
Ele ressalta ainda que a Alesinha tem uma espécie de Discovery que roda o site em milésimos de segundo, e o portal do Parlamento estadual já interage com o robô quase que 100%. 
Era da conversação 
O diretor de TI da Assembleia Legislativa relata que a inteligência artificial marca uma evolução da chamada era do conhecimento para um novo tempo: a era da conversação. 
“A ideia da inteligência artificial é a de que ela seja capaz de trafegar conversas, de entender cognitivamente o ser humano e tentar falar uma linguagem mais natural”.  
Pioneirismo 
Mandatto destaca que o Legislativo capixaba é o primeiro do país a disponibilizar ao público um serviço como o da Alesinha. 
“Nem o Senado e a Câmara Federal dispõem de algo do tipo. Essas Casas certamente contam com ferramenta de inteligência artificial apenas para as demandas internas, ainda não disponibilizaram um robô virtual para agilizar a prestação de informações ao público externo”, observa. 
Dorimar Mandatto pontua que a iniciativa privada já vem se destacando nessa área e considera a Magula (Magazine Luiza), a Bia do Bradesco, a Aura (Vivo) e os robôs de pesquisa de voos das companhias de aviação (que utilizam a plataforma mundial Amadeus) como referências no segmento. 
“A Magalu já tem uma inteligência artificial em 3D e está inserida inclusive nas redes sociais, com animações dela falando”, afirma. 
 

leia também:  PL facilita compra de arma para servidor

Visualizar

MAIS LIDAS

error: Conteúdo protegido!!

INFORMATIVO

Chat aberto
1
Precisa de nossa ajuda ?
Olá, nós do ES1 podemos te ajudar de alguma forma