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Internacional

Covid-19: países oferecem ajuda à Índia para aliviar crise

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© Reuters/NIHARIKA KULKARNI/Direitos reservados


Vários países, incluindo os Estados Unidos (EUA) e integrantes da União Europeia (UE), ofereceram à Índia material médico para ajudar a aliviar a crise de recursos do país, que enfrenta um violento surto de covid-19.

A ajuda internacional é enviada como “resposta urgente” às necessidades do segundo país mais populoso do mundo, que viu o número de infeções e de mortes multiplicarem-se dramaticamente em apenas algumas semanas, causando o colapso do seu sistema de saúde.

Apesar da grande capacidade de produção do país, conhecida como “a farmácia do mundo”, o setor de saúde começou, na semana passada, a indicar que tinha um mínimo do material, devido ao grande número de doentes que chegam todos os dias aos hospitais.

O Reino Unido disse hoje que fará “todo o possível para aliviar o sofrimento” da Índia e, face à gravidade da situação, enviará ventiladores para evitar a repetição de dezenas de casos de mortes por falta de oxigênio nos hospitais.

A União Europeia também anunciou uma resposta coordenada dos Estados-membros para enviar recursos por meio do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.

Além disso, a França e a Alemanha informaram que vão oferecer material para ajudar no combate à crise, independentemente da resposta do bloco europeu.

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Nesse domingo (25), os Estados Unidos anunciaram o embarque “imediato” de recursos médicos e material para a fabricação de vacinas que permitam enfrentar “com urgência” a grave crise.

O embarque de componentes químicos e princípios ativos para a fabricação de medicamentos é fundamental para a Índia, que abriga o maior produtor mundial de vacinas – o Serum Institute of India (SII) -, produtor da fórmula anticovid-19 do laboratório sueco-britânico AstraZeneca.

Na semana passada, o fabricante indiano pediu publicamente aos Estados Unidos que suspendessem as restrições à importação de matérias-primas para permitir aumentar a produção de vacinas, já que o Serum é produtor global e principal fornecedor da Índia.

O braço de investimentos do Governo de Singapura, o Temasek, também coordenou, neste fim de semana, o envio para a Índia de equipamentos médicos de emergência, incluindo aparelhos de respiração assistida.

A Força Aérea Indiana informou no sábado (24) que iria enviar navios cargueiros para Singapura, a fim de ajudar a transportar novos contêineres que permitam aumentar a capacidade de armazenamento do país.

A crise de saúde na Índia, que se tornou explícita em imagens de hospitais saturados, de escassez de alguns medicamentos para tratar o vírus e nas cremações massivas devido ao aumento das mortes, também levou a China, o Paquistão, os Emirados Árabes Unidos e a Austrália, entre outros países, a oferecer ajuda.

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“Como gesto de solidariedade ao povo da Índia, no âmbito da atual onda de covid-19, o Paquistão ofereceu-se para dar apoio, com ventiladores, dispositivos Bipap (para ajudar a respirar), máquinas digitais de raios-X, equipamentos de proteção e outro material relacionado”, disse, em comunicado, o governo paquistanês, apesar dos frequentes confrontos que tem com a Índia.

A Índia ultrapassou hoje os 17 milhões de casos de covid-19 e 195 mil mortes, em meio a forte onda da doença que, segundo o governo indiano, está “a sacudir o país”.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3,1 milhões de mortes no mundo, resultantes de mais de 146,3 milhões de casos de infeção, segundo balanço da agência francesa AFP.

A doença é transmitida pelo novo coronavírus, detectado no fim de 2019 em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Internacional

Cientistas da Bolívia tentam desvendar mistérios do boto cor-de-rosa


Pescadores que antes cobiçavam o boto-cor-de-rosa estão trabalhando com pesquisadores na floresta amazônica da Bolívia em uma iniciativa de alta tecnologia para tentar garantir a sobrevivência da espécie rara e entender melhor suas necessidade

Recentemente, cientistas do grupo ambiental global WWF e da ONG boliviana Faunagua rastrearam quatro botos no Rio Ichilo usando tecnologia de satélite que permite que pescadores usem um aplicativo de celular para comunicar suas localidades.

“Eles (pescadores) caçavam os botos para usá-los como isca de pesca”, disse Paul Van Damme, da Faunagua. “(Agora) estamos conscientizando-os e os incluindo como pesquisadores e cientistas”.

Apesar de serem emblemáticos, pouco se sabe sobre as populações e os habitats do boto, de acordo com a WWF. Pescadores que ainda frequentam os rios relatarão o que eles comem e o quão longe migram e darão aos cientistas pistas sobre as ameaças que enfrentam.

A iniciativa dá aos pescadores uma nova perspectiva sobre uma espécie que é sua presa há muito tempo, disse Lila Sainz, chefe da filial boliviana da WWF.

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“Tudo que afeta os botos afetos os humanos que usam estes recursos”, explicou Sainz. “Por isso, se os botos estão bem, as pessoas estão bem”.

A vasta floresta amazônica da Bolívia é um habitat crítico para uma ampla variedade de espécies, dos botos aos tucanos e às onças, cuja existência está sendo ameaçada pelo desmatamento, represas em fozes de rios, incêndios florestais e o desenvolvimento.

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