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Agricultura

Cooabriel dá inicio a negócio com pimenta-do-reino em Vila Valério

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Foto: Divulgação

Referência no mercado de café conilon há mais de 57 anos, a Cooabriel dá início nesta semana a um novo negócio, a armazenagem e comercialização de pimenta-do-reino.

O projeto teve início nesta semana com a recepção de mais de 3 toneladas da especiaria de alguns sócios. O antigo armazém da cooperativa em Vila Valério é a base deste projeto piloto.

Com cerca 60% dos seus mais de 6000 cooperados produzindo pimenta do reino, havia uma grande demanda para Cooabriel trabalhar com este produto. Esta iniciativa é mais um benefício que a cooperativa oferece aos seus sócios que tinham muita dificuldade em manter a produção em segurança até o momento ideal da venda. Agora, assim como já fazem com o café, os cooperados passam a contar com a armazenagem segura e a comercialização da pimenta pela Cooabriel.

“Agora, nossos sócios contam com um ambiente de confiança para armazenar também a pimenta. Para nós, trata-se de um negócio novo, mas acreditamos no potencial da produção e iremos buscar mercados que possam remunerar da melhor forma o nosso produtor”, disse o presidente da Cooabriel, Luiz Carlos Bastianello.

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A estrutura de Vila Valério está totalmente preparada para início das operações e representa a primeira unidade de pimenta-do-reino da cooperativa. A princípio, a recepção do grão será realizada somente nesta unidade piloto e o transporte da pimenta até este armazém deverá ser feito pelo cooperado.

Para o sócio comercializar a pimenta na Cooperativa, o procedimento é o mesmo que é feito com o café. Ele comercializa o produto de acordo com sua necessidade, tanto presencialmente, quanto por telefone. A tabela de preço varia de acordo com a classificação por tipo de pimenta.

De acordo com o gerente corporativo de mercado, Edimilson Calegari, o objetivo é trabalhar as vendas para a exportação direta. “Iremos buscar os mercados que melhor remuneram o produto do nosso cooperado. A pimenta é uma boa alternativa de diversificação e renda para os nossos produtores. Com a pimenta, eles terão a mesma assistência técnica e acompanhamento já praticados com o café”, finalizou.

Fonte: Cooabriel

 

Agricultura

Safra de conilon capixaba deve ser 10% maior do que no ano passado, apesar da pandemia

Já a colheita de arábica deve registar queda de 30% por causa da bianuidade. No ano passado, o Espírito Santo contabilizou a maior safra desta qualidade de café de todos os tempos

O cafeicultor capixaba tem o que comemorar, apesar da pandemia do novo coronavírus ter dificultado a contratação de mão de obra para os tratos e a colheita do café deste ano. A safra de conilon gerar mais de dez milhões de sacas, um aumento de 10,38% em relação ao ano passado, período em que foram colhidas pouco mais de nove milhões sacas (9.193), de acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

O bom desempenho se deve à bianuidade da lavoura cafeeira, na qual a colheita é melhor em um ano e mais tímida no seguinte. Já em relação ao café arábica, a expectativa é de queda na produção, também por causa dessa característica.

Em 2020, os produtores de café arábica comemoram a maior safra de todos os tempos, segundo técnicos da área. Foram 4.765 milhões de sacas colhidas, ao passo que neste ano a expectativa é de que a colheita chegue a quase 3.300 milhões de sacas, o que corresponde a uma queda de 30,91%, em relação ao período anterior.

No total, somando a produção de café conilon e arábica, o Espírito Santo também deve registrar um déficit em relação à colheita do ano passado. A previsão é de que sejam colhidas pouco mais de 13.400 milhões de sacas, sendo que em 2020 a colheita gerou 13.958 milhões de sacas.

Segundo dados do Centro do Comércio do Café de Vitória (CCCV), a safra de conilon 2020/2021 movimentou no Espírito Santo, de acordo com as exportações realizadas pelo Porto de Vitória, quase 393,5 milhões de dólares. Para a safra de conilon 2021/2022, a expectativa é de um aumento de cerca 10% no volume.

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E um outro fator ainda deve ser levado em conta. Com a queda acentuada de arábica no Brasil, a indústria irá demandar maior volume de conilon que terá maior percentual nos Blends (misturas de sabores e harmonizações para a bebida). Assim, a previsão é de que a receita na exportação será elevada pela alta do preço, ainda que o volume exportado possa ser menor.

Cuidados contra o novo coronavírus

Para auxiliar o produtor na colheita do café, a Secretaria de Estado da Agricultura, Aquicultura e Pesca (Seag) publicou a 2ª edição da cartilha “Colheita do Café – Orientações para a prevenção do novo coronavírus” que traz novas informações sobre o vírus, orientações gerais para a segurança no trabalho na lavoura, refeitório, transporte, armazenamento, entre outros tópicos.

O exemplar também traz orientações de prevenção à Covid-19, além de explicações sobre a doença e suas formas de contágio. O objetivo é as famílias rurais capixabas durante o período da colheita.

“A cartilha fornece orientações gerais aos produtores de café e trabalhadores rurais, tais como medidas de prevenção do contágio do novo Coronavírus, adoção de boas práticas nos refeitórios, transporte, além de recomendações específicas para o início da colheita. É importante e necessário que os produtores adotem essas orientações para que possamos passar por esse momento tão complicado de forma segura”, ressaltou o secretário de Estado da Agricultura, Paulo Foletto.

Além de ser distribuída de forma impressa, a cartilha pode ser acessada no site da Seag: www.seag.es.gov.br.

Foto: Cláudio Costa

Cafeicultura capixaba

O Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil, responsável por entre 75% e 78% da produção nacional. É responsável por até 20% da produção do café robusta do mundo. O café conilon é a principal fonte de renda em 80% das propriedades rurais capixabas localizadas em terras quentes. É responsável por 35% do PIB Agrícola. Atualmente, existem 283 mil hectares plantados de conilon no Estado. São 40 mil propriedades rurais em 63 municípios, com 78 mil famílias produtoras. O café conilon gera 250 mil empregos diretos e indiretos.

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O Estado é referência brasileira e mundial no desenvolvimento da cafeicultura do conilon, com uma produtividade média que já alcançou 35 sacas por hectare (sc/ha). Muitos produtores tecnificados chegaram a colher mais de 100 sc/ha. A produtividade evoluiu muito nos últimos 25 anos, graças às tecnologias desenvolvidas pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) em parceria com diversas instituições.

Os maiores produtores de café conilon do Espírito Santo são os seguintes municípios: Jaguaré, Vila Valério, Nova Venécia, Sooretama, Linhares, Rio Bananal, São Mateus, Pinheiros, Governador Lindenberg, Boa Esperança, Vila Pavão, São Gabriel da Palha, Colatina e Marilândia.

No Espírito Santo, cerca de 70% das lavouras de café conilon são conduzidas com irrigação. O tamanho médio das lavouras é de 8,0 hectares, conduzidas pelas famílias dos produtores. As plantações vêm sendo renovadas sob nova base tecnológica na ordem de 7% ao ano. Os cafeicultores que utilizam as recomendações técnicas do Incaper têm alcançado produtividade superior a 80 sacas beneficiadas de café por hectare, e produto final de qualidade superior.

Marcelle Altoé

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