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Consumo de sal nas Américas é três vezes maior que recomendado por OMS

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© Marcello Casal jr/Agência Brasil


Habitantes das Américas consomem entre 8,5 e 15 gramas de sal por dia, quantidade três vezes maior do que a recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Para estimular novos hábitos, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), braço direito da OMS, apresentou novas metas regionais para a redução do sal na dieta da população. O principal objetivo é reduzir o teor de sódio dos alimentos processados, incluindo de pães, cereais e grãos, carnes processadas e laticínios. O diretor de Doenças Transmissíveis e Saúde Mental da Opas, Ansel Hennis, lembra que os países das Américas haviam concordado em reduzir o consumo de sal em 30% até 2025.  

De acordo com a Opas, a comida processada tem grande quantidade de sal e é muito consumida no continente americano. A instituição lembra que ingerir sal em excesso contribui para maior risco de doenças cardiovasculares, como pressão alta. Por ano, 9,4 milhões de pessoas morrem dos impactos da hipertensão.  

Estudos médicos já comprovaram que consumir menos de 5 gramas de sal por dia pode reduzir riscos de doenças do coração e de acidente vascular cerebral (AVC). 

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Impactos da covid-19

Hennis destaca que a pandemia de covid-19 fez a situação piorar, criando mais desafios para prevenir e controlar fatores de risco associados ao confinamento. Mudanças no estilo de vida também levaram as pessoas a consumir mais alimentos que não são saudáveis.  

As novas metas publicadas pela Opas estabelecem consumos máximos do teor de sódio para dezenas de categorias de alimentos. As novas diretrizes também servem para apoiar as políticas regulatórias dos países e tentar estimular uma redução na oferta e na demanda de produtos com excesso de sódio.

* Com informações da ONU News

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde

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Covid-19: ministro da Saúde pede que se reforcem cuidados na vacinação


O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, alertou hoje (17) para a necessidade de estados e municípios reforçarem a atenção nos procedimentos para a imunização da população contra a covid-19, especialmente crianças e adolescentes. 

O alerta foi feito após o episódio ocorrido no município paraibano de Lucena, na grande João Pessoa, onde cerca de 40 crianças foram vacinadas equivocadamente com imunizantes para adultos. Além disso, também foram usadas vacinas fora do prazo de validade.

“Nós, do Ministério da Saúde, temos alertado acerca das questões relativas à segurança. Muitas vezes quando damos os alertas, muitas vezes [dizem que] o ministério é contra [a vacinação de crianças]. Não é questão de ser contra, é questão de compromisso com a aplicação adequada de vacinas e evitar possíveis efeitos adversos”, disse Queiroga pouco antes de se deslocar para a cidade de Monteiro (PB), onde participa de um ato de testagem para diagnóstico da covid-19.

A história veio a público nos últimos dias, após uma mãe publicar nas redes sociais um vídeo do cartão de vacinas dos filhos com a informação de que eles foram vacinados contra o coronavírus no início de janeiro. Porém, as doses e a vacinação de crianças só tiveram início depois do episódio. As primeiras doses do imunizante só chegaram na Paraíba na última sexta-feira (14).

A vacina contra covid-19, autorizada para crianças, apresenta diferenças na dosagem, composição e concentração do principal componente, o RNA mensageiro, com a dosagem sendo o equivalente a um terço da vacina aplicada em adolescentes, a partir dos 12 anos, e adultos.

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Orientações

Segundo o ministro da Saúde, cabe aos gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS) o armazenamento correto, além do acompanhamento da validade dos frascos e aplicação das doses, seguindo as orientações do ministério.

“É por isso que a vacinação de crianças de 5 a 11 anos foi autorizada, mas autorizada dentro de recomendações da Agência de Vigilância Sanitária, a Anvisa, em relação a sua aplicação. O frasco da vacina é diferente, justamente para evitar uma aplicação indevida, as salas de vacinação são salas que devem ser exclusivas, os aplicadores da vacina têm que ser exclusivos, as crianças têm que ficar em observação depois de vacinadas”, afirmou. 

“Temos que ter uma atenção especial para que se cumpra as normas, seja em relação à aplicação, seja em relação a fármaco-vigilância”, acrescentou o ministro.

Após o episódio, a prefeitura de Lucena disse lamentar o ocorrido e informou que afastou uma profissional de saúde do município que aplicou o imunizante para adultos em crianças. Ainda conforme a prefeitura, as crianças estão sob acompanhamento do município e não apresentaram reações adversas graves.

“Esclarecemos que a decisão foi tomada individualmente pela pessoa que fez a aplicação, sendo uma falha pontual e que não partiu de determinação da administração municipal, de forma que assim que tomamos conhecimento, afastamos a responsável”, disse a prefeitura em nota divulgada no sábado (15). “Até o momento, felizmente, as crianças que recebem as vacinas não apresentam quadro adverso na saúde”, diz outro trecho da nota.

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Terceira onda

O ministro Marcelo Queiroga disse ainda que os estados devem dobrar a atenção para evitar a aplicação de imunizantes vencidos e que a prioridade deve ser a aplicação da segunda dose ou dose de reforço. Para o ministro, com a variante Ômicron o país está diante de uma possível terceira onda da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

“Há mais de 70 milhões de doses que estão com os estados e essas doses têm que ser aplicadas no público- alvo. A prioridade é a aplicação da segunda dose e da dose de reforço. Estamos diante de uma possível terceira onda em função da variante Ômicron aumentando o número de casos”, disse. 

“Os dados iniciais apontam que, em países que têm um nível de vacinação equiparado ao Brasil, não têm gerado tanto impacto sobre o sistema hospitalar e sobre as unidades de terapia intensiva, mas o vírus é um inimigo imprevisível e nós não temos que baixar a guarda”, finalizou o ministro da Saúde.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde

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