conecte-se conosco


Saúde - ES1.com.br

Conselho Federal de Medicina regulamenta ‘uber dos médicos’

Publicado em

O Conselho Federal de Medicina regulamentou e declarou ser ético o uso do chamado “uber da medicina”, serviço em que o paciente pode chamar um médico por meio de um aplicativo. O atendimento é feito em casa.
Disponível no Brasil desde 2016, serviços ainda não contavam com regulamentação específica para funcionarem.
Entre as resoluções, o conselho exige que todos os profissionais inscritos devem ter Registro de Qualificação de Especialidade (RQE) para a área que vão atender.
Isso significa que uma consulta na endocrinologia deve ser feita por profissional com registro na área, o registro indica que ele fez residência no setor ou passou por exame específico.
O CFM também requer que essas plataformas orientem seus médicos a registrarem as informações por meio físico ou digital.
Ou seja, eles devem manter um prontuário acessível por outros médicos ou pelo próprio paciente.
Essas plataformas também devem possuir um diretor técnico responsável, capaz de garantir que o serviço cumpra com as exigências básicas: como, por exemplo, o fato de que todo o médico cadastrado tenham um registro profissional.
“Essa nova modalidade traz grandes desafios, pois há diversas variáveis que fazem com que seja muito tênue a linha divisória entre o que é ético e o que não é ético no exercício profissional”, disse Emmanuel Fortes, diretor de Fiscalização do CFM, em nota.
“É essencial que o CFM regulamente o que deve ser obedecido pelos aplicativos e pelos médicos”, diz.

leia também:  COVID-19: Vila Valério confirma 4 novos casos e total chega a 56, 48 já estão recuperados - 13/06

Aplicativos são desafios

O CFM considera que a relação médico-paciente mediada por um aplicativo é um desafio para a medicina que deve ser acompanhado de perto – já que há muitas possibilidades para que o serviço não seja devidamente fiscalizado.
Além do registro de profissionais adequados e a garantia da qualidade de atendimento, uma outra questão que preocupou o conselho foi a publicidade, que pode deflagrar uma concorrência desleal da profisssão em detrimento da qualidade.
Por esse motivo, o CFM proibiu a divulgação de valores das consutas ou procedimentos médicos em anúncios profissionais.
O preço só poderá ser divulgado, segundo a instituição, quando o paciente abrir a ficha do médico.

Brasil tem ao menos três aplicativos em funcionamento

O primeiro aplicativo disponível no Brasil, o “Docway”, hoje tem 2750 médicos cadastrados e está em 160 cidades e em todas as capitais brasileiras.
O aplicativo faz mil atendimentos por mês. Só é possível realizar consultas.
Há também a empresa “DR. Já” e o aplicativo “Doctorengage” em funcionamento no país.
Segundo o CFM, esses aplicativos oferecem mais de 50 especialidades, sendo clínica médica, pediatria, clínica geral e medicina da família as mais solicitadas.
No caso de emergência, não é possível escolher o médico, mas os aplicativos garantem que o atendimento será feito em até três horas.

leia também:  Brasil bate a marca de 100 milhões de pessoas vacinadas

Saúde - ES1.com.br

Covid-19: ministro da Saúde pede que se reforcem cuidados na vacinação


O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, alertou hoje (17) para a necessidade de estados e municípios reforçarem a atenção nos procedimentos para a imunização da população contra a covid-19, especialmente crianças e adolescentes. 

O alerta foi feito após o episódio ocorrido no município paraibano de Lucena, na grande João Pessoa, onde cerca de 40 crianças foram vacinadas equivocadamente com imunizantes para adultos. Além disso, também foram usadas vacinas fora do prazo de validade.

“Nós, do Ministério da Saúde, temos alertado acerca das questões relativas à segurança. Muitas vezes quando damos os alertas, muitas vezes [dizem que] o ministério é contra [a vacinação de crianças]. Não é questão de ser contra, é questão de compromisso com a aplicação adequada de vacinas e evitar possíveis efeitos adversos”, disse Queiroga pouco antes de se deslocar para a cidade de Monteiro (PB), onde participa de um ato de testagem para diagnóstico da covid-19.

A história veio a público nos últimos dias, após uma mãe publicar nas redes sociais um vídeo do cartão de vacinas dos filhos com a informação de que eles foram vacinados contra o coronavírus no início de janeiro. Porém, as doses e a vacinação de crianças só tiveram início depois do episódio. As primeiras doses do imunizante só chegaram na Paraíba na última sexta-feira (14).

A vacina contra covid-19, autorizada para crianças, apresenta diferenças na dosagem, composição e concentração do principal componente, o RNA mensageiro, com a dosagem sendo o equivalente a um terço da vacina aplicada em adolescentes, a partir dos 12 anos, e adultos.

leia também:  Níveis elevados de colesterol oferecem risco de 50% para infarto e de 25% para derrame

Orientações

Segundo o ministro da Saúde, cabe aos gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS) o armazenamento correto, além do acompanhamento da validade dos frascos e aplicação das doses, seguindo as orientações do ministério.

“É por isso que a vacinação de crianças de 5 a 11 anos foi autorizada, mas autorizada dentro de recomendações da Agência de Vigilância Sanitária, a Anvisa, em relação a sua aplicação. O frasco da vacina é diferente, justamente para evitar uma aplicação indevida, as salas de vacinação são salas que devem ser exclusivas, os aplicadores da vacina têm que ser exclusivos, as crianças têm que ficar em observação depois de vacinadas”, afirmou. 

“Temos que ter uma atenção especial para que se cumpra as normas, seja em relação à aplicação, seja em relação a fármaco-vigilância”, acrescentou o ministro.

Após o episódio, a prefeitura de Lucena disse lamentar o ocorrido e informou que afastou uma profissional de saúde do município que aplicou o imunizante para adultos em crianças. Ainda conforme a prefeitura, as crianças estão sob acompanhamento do município e não apresentaram reações adversas graves.

“Esclarecemos que a decisão foi tomada individualmente pela pessoa que fez a aplicação, sendo uma falha pontual e que não partiu de determinação da administração municipal, de forma que assim que tomamos conhecimento, afastamos a responsável”, disse a prefeitura em nota divulgada no sábado (15). “Até o momento, felizmente, as crianças que recebem as vacinas não apresentam quadro adverso na saúde”, diz outro trecho da nota.

leia também:  Lacen prepara plano de contingência para realização de exames para leptospirose

Terceira onda

O ministro Marcelo Queiroga disse ainda que os estados devem dobrar a atenção para evitar a aplicação de imunizantes vencidos e que a prioridade deve ser a aplicação da segunda dose ou dose de reforço. Para o ministro, com a variante Ômicron o país está diante de uma possível terceira onda da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

“Há mais de 70 milhões de doses que estão com os estados e essas doses têm que ser aplicadas no público- alvo. A prioridade é a aplicação da segunda dose e da dose de reforço. Estamos diante de uma possível terceira onda em função da variante Ômicron aumentando o número de casos”, disse. 

“Os dados iniciais apontam que, em países que têm um nível de vacinação equiparado ao Brasil, não têm gerado tanto impacto sobre o sistema hospitalar e sobre as unidades de terapia intensiva, mas o vírus é um inimigo imprevisível e nós não temos que baixar a guarda”, finalizou o ministro da Saúde.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde

Visualizar

MAIS LIDAS

error: Conteúdo protegido!!
Chat aberto
1
Precisa de nossa ajuda ?
Olá, nós do ES1 podemos te ajudar de alguma forma