conecte-se conosco


Economia

Com alta de 4,9% em outubro, arrecadação federal segue recorde em 2021

Publicado em

© Marcello Casal JrAgência Brasil


A arrecadação federal manteve tendência de alta em outubro, com o valor de R$ 178,742 bilhões arrecadados. O montante é 4,92% maior do que o registrado no mesmo mês do ano passado, considerada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O resultado do mês de outubro foi o melhor desde 2016 (R$ 188,425 bilhões).

Segundo a Receita Federal, que divulgou hoje (24) os dados referentes a outubro, no acumulado dos 10 primeiros meses de 2021, a arrecadação federal soma R$ 1,527 trilhão, 20,06% a mais do que no mesmo período do ano passado e maior valor da série histórica iniciada em 1995.

Receitas atípicas

De acordo com análise da Receita, o desempenho foi impulsionado por fatores não recorrentes, como o recolhimento extraordinário de R$ 5 bilhões em Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).

No acumulado do ano, a receita com IRPJ/CSLL é a segunda maior entre todos os tributos, encontrando-se em R$ 336 bilhões, cerca de 35% maior do que no mesmo período do ano passado. Desse valor, R$ 39 bilhões são resultantes de arrecadações atípicas (que não se repetirá em outros anos).

leia também:  EUA suspende Brasil de sobretaxa de aço e alumínio

Em 2020, o acumulado de IRPJ/CSLL nos dez primeiros meses do ano foi de R$ 249 bilhões. A diferença expressiva está atrelada à recuperação da atividade econômica com o arrefecimento da pandemia de covid-19 e consequente recuperação nos lucros das empresas.

Em termos nominais, contudo, a maior fonte de arrecadação no ano, até o momento, se dá por meio da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do PIS (Programa de Integração Social), que somam R$ 389,7 bilhões arrecadados.

Em relação à variação, a maior se dá por conta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que teve alíquota majorada a partir do fim de setembro. Em outubro deste ano, houve aumento de 90,9% na arrecadação do tributo, cujo acumulado nos dez primeiros meses chega a R$ 39,5 bilhões.

Compensações tributárias

Após a divulgação dos números, o Secretário Especial da Receita Federal, José Tostes, destacou que o resultado de outubro poderia “ter sido ainda melhor”, não fosse o impacto negativo das compensações tributárias, que ocorrem quando o contribuinte utiliza créditos antigos obtidos junto à Receita para pagar tributos atuais.

leia também:  Inflação medida pelo IPC-S fecha fevereiro em 0,35%

Em outubro, foram compensados R$ 24 bilhões, enquanto que nos 10 primeiros meses do ano esse número chega a R$ 171 bilhões, alta de 22% em relação a 2020. Desse valor, R$ 80 bilhões são decorrentes de decisões judiciais, 77% a mais do que no ano passado, o que vem “impactando fortemente o resultado de arrecadação”, disse Tostes.

Matéria alterada às 12h29 para acréscimo de informações e para correção do valor do recolhimento extraordinário de IRPJ/ CSLL. O valor correto é R$ 5 bilhões, não R$ 36 bilhões como informado anteriormente.

Edição: Kleber Sampaio

Economia

Indicador de produtividade da indústria cai 1,3%, no 3º trimestre


A produtividade do trabalho na indústria no terceiro trimestre de 2021 retornou ao patamar do segundo trimestre de 2020, momento mais grave da crise causada pela pandemia de covid-19. É o que mostra o estudo Produtividade na Indústria, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado hoje (3).

O indicador que mede a relação entre o volume produzido e as horas trabalhadas na produção caiu 1,3% em relação ao segundo trimestre do ano, na série livre de efeitos sazonais.

A pesquisa revela que o volume produzido no terceiro trimestre de 2021 recuou 1,9% em relação ao segundo trimestre deste ano. E as horas trabalhadas caíram 0,6% na mesma base de comparação.

Segundo a CNI, a produtividade está em queda desde o último trimestre de 2020. Na comparação com o terceiro trimestre de 2020, último trimestre de alta do indicador, a perda acumulada chega a 7,6%.

Para a CNI, as quedas consecutivas refletem o ambiente de elevadas incertezas, prejudicial ao investimento e, no curto prazo, pesam dificuldades como a falta de insumos e a pressão sobre os custos de produção.

leia também:  EUA suspende Brasil de sobretaxa de aço e alumínio

De acordo com o estudo, 2021 será o segundo ano consecutivo de recuo da produtividade, que deve cair mais de 2%. A maior queda registrada pelo indicador desde o início da série histórica, em 2000, foi de 2,2%, em 2008, ano marcado pela crise financeira global.

Segundo a CNI, apesar do cenário desafiador para os próximos meses, a perspectiva é de melhora no longo prazo, devido às oportunidades ligadas à digitalização e a transição para uma economia mais sustentável. “A expectativa é de retomada do crescimento da produtividade, puxada por oportunidades de investimentos nas novas tecnologias digitais, na implementação das redes 5G, considerada base para a digitalização, e em tecnologias verdes, que ganham importância diante da crise climática”, afirmou a gerente de política industrial da CNI, Samantha Cunha, em nota.

*Título alterado às 10h37 para corrigir informação

Edição: Maria Claudia

Visualizar

MAIS LIDAS

error: Conteúdo protegido!!
Chat aberto
1
Precisa de nossa ajuda ?
Olá, nós do ES1 podemos te ajudar de alguma forma