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Centro de Estudos Climáticos do Espírito Santo entra em atividade

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Entender a periodicidade dos ciclos climáticos e sua influência em áreas diversas como agricultura, recursos hídricos, logística e saúde é o objetivo principal do Centro de Estudos Climáticos Avançados do Espírito Santo, fruto de um termo de cooperação assinado nesta terça-feira, 13, entre o Governo do Estado – por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) –, a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e a Vale.
A assinatura do Termo, realizada no Salão Nobre do Palácio Anchieta, contou com a presença do governador Paulo Hartung, do vice-governador César Colnago, os demais diretores-presidentes das instituições, secretários e também pesquisadores vinculados à Fapes.
“O tema da mudança climática é de extrema importância para a sobrevivência de todos nós. Não podemos repetir os erros de processos destrutivos que eram cometidos em nome do desenvolvimento e progresso. Temos condições de trabalhar em sintonia com a utilização de novas tecnologias, do conhecimento e da ciência para preservação das riquezas naturais e da vida no planeta. O nosso Estado se antecipa na articulação de tantos atores preocupados em melhorar o processo produtivo em consonância com a sustentabilidade e equilíbrio”, afirmou Colnago.
O local funcionará nas dependências da Ufes e será coordenado pelo pesquisador Carlos Nobre, que é engenheiro eletrônico pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e PhD em meteorologia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), referência internacional em climatologia. Carlos Nobre marcou o início das atividades do centro com uma aula inaugural sobre mudanças climáticas.
“As mudanças climáticas vêm afetando o Brasil de várias maneiras, principalmente por meio de extremos climáticos mais frequentes e, muitas vezes, mais intensos. O Espírito Santo não foge à regra e tem experimentado períodos de secas intensas, que afetam adversamente várias atividades socioeconômicas. É importante desenvolver capacidade científica própria para estudar as mudanças climáticas e propor medidas de adaptação de forma a tornar a sociedade e a economia mais resilientes às mudanças climáticas que já se tornaram inevitáveis. Ao mesmo tempo, é preciso propor um modelo de desenvolvimento sustentável, diminuindo as emissões de gases de efeito estufa, modelo esse que não pode prescindir da existência de um forte grupo científico ancorado no Estado”, explica Nobre.
O diretor-presidente da Fapes, José Antônio Bof Buffon, acrescentou que a climatologia é uma das áreas mais proeminentes da fronteira científica na atualidade. “Estamos vivendo um processo preocupante de mudança climática, que impactará todas as dimensões da sociedade. No caso do Espírito Santo, em particular, as consequências das mudanças climáticas na agricultura e no gerenciamento costeiro são mais do que evidentes”, destacou.
Para o reitor da Ufes, Reinaldo Centoducatte, a parceria representa um avanço significativo para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia na área ambiental. “Pesquisadores de diferentes campos do conhecimento atuam nessa área na Ufes e, com o suporte do poder público e da indústria local, poderão oferecer relevantes subsídios objetivando a definição de políticas e ações direcionadas para a questão do clima, o que é um grande desafio para a sociedade moderna”, acrescentou.
O gerente-executivo de Tecnologia e Inovação da Vale, Luiz Mello, destaca a importância dessa parceria público-privada voltada para estudos climáticos. “Queremos contribuir para a consolidação das instituições científicas, para avançar e divulgar conhecimento e buscar ações de mitigação que possam diminuir os efeitos dos eventos climáticos”, disse.

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Acordo

No Termo de Cooperação assinado entre a Fapes, a Vale e a Ufes, cada instituição parceira se responsabiliza em contribuir com determinado recurso. No total, serão empregados R$ 1.376.800 milhão na execução do Centro de Estudos Climáticos.
A Fapes fica responsável por lançar edital contemplando a concessão de três bolsas de mestrado, duas de doutorado e uma de pós-doutorado, com recursos de R$ 676.800 mil, com a despesa à conta do Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia – Funcitec.
Já a Vale aportará recursos de R$ 700 mil à Fapes, e vai viabilizar a participação do pesquisador Carlos Nobre, para atuar como professor visitante do Centro, que ficará sediado nas dependências da Ufes, sendo ela responsável pela implantação na Universidade.

Fapes

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Bacia do Rio Santa Maria recebe mais de R$35 milhões para restauração florestal

Investimento contempla mais de mil hectares em três municípios do Espírito Santo, outros R$135 milhões foram destinados a Baixo Guandu

A bacia do rio Santa Maria do Doce receberá mais de R$35 milhões para ações de restauração florestal em cerca de mil hectares nos municípios capixabas de Colatina, São Roque do Canaã e Santa Teresa. O investimento previsto, via editais, é destinado à contratação de serviços técnicos, científicos e operacionais.

O diretor-presidente da Fundação Renova, Andre de Freitas, assinou no dia 2 de junho, em Colatina, o Termo de Compromisso que garante o repasse dos recursos. O evento contou com representantes dos Comitês das Bacias Hidrográficas do Rio Santa Maria do Doce e do Rio Doce e do poder público estadual e municipal.

Total de investimentos

Ao todo, a Fundação Renova vai investir, por meio de editais, cerca de R$540 milhões para promover a restauração florestal de, aproximadamente, 16 mil hectares.

Segundo Andre de Freitas, cerca de R$106 milhões serão destinados à recuperação de 420 nascentes e 2,8 mil hectares que, além da bacia do rio Santa Maria do Doce (ES), incluem as bacias do rio Piranga (MG) e Corrente Grande (MG). “Em maio, firmamos o investimento de R$135 milhões na restauração florestal em 5 mil hectares da bacia do rio Guandu, no Espírito Santo. Agora, anunciamos esse repasse que beneficiará diretamente mais três municípios capixabas”, afirma.

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Esses valores fazem parte do montante de R$1,7 bilhão, que será empregado no cumprimento de parte da meta socioambiental de recuperar 40 mil hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Recarga Hídrica (ARH), e de 5 mil nascentes ao longo de dez anos.

Editais

A Fundação Renova mantém contratos com 12 parceiros para restauração florestal de 15.500 hectares. Ao oferecer serviços técnicos, científicos e operacionais, as empresas ou consórcios contratados se tornam responsáveis pela execução das ações estabelecidas pelo Programa de Recuperação de APPs e Áreas de Recarga da Bacia Hidrográfica do Rio Doce e Programa de Recuperação de Nascentes.

Produtores rurais

Além dos editais de contratação de fornecedores, a Fundação Renova mantém um edital permanente para produtores e proprietários rurais de 66 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. O Edital de Adesão de Produtores Rurais aos Programas de Restauração Florestal é voltado para quem deseja colaborar com o processo de restauração florestal em APPs, ARHs e nascentes em suas propriedades. Até maio mais de 1.600 inscrições haviam sido feitas, totalizando uma área de aproximadamente 23 mil hectares autodeclarados.

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Segundo o coordenador de Restauração Florestal, José Almir Jacomelli, a Fundação Renova fornece os insumos necessários para o cercamento das áreas com projetos de restauração florestal, manutenção, assistência técnica operacional e apoio na inscrição da propriedade no Cadastro Ambiental Rural (CAR). “O produtor rural fica responsável por manter a área protegida, podendo executar o cercamento e mantê-lo por um prazo de cinco anos, bem como optar ou não pela execução das práticas de restauração florestal”, destaca.

Fonte: Fundação Renova

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