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Ananias F. Santiago - ES1.com.br

BRASILEIRO TRABALHA METADE DO ANO PARA PAGAR IMPOSTOS

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Não é de hoje que o brasileiro sente no bolso os efeitos da ganância e desorganização do governo. Sem dúvida, um dos maiores vilões das finanças do cidadão brasileiro, é a elevada carga tributária que incidem sobre ele.

Para se ter uma idéia, o contribuinte trabalha em média 153 dias do ano somente para dar conta da carga tributária nacional, que nos últimos anos tem aumentado consideravelmente. Onerando ainda mais, quem já não tem condições de suportar tal dispêndio de recursos.

A situação é criticada pela grande maioria dos empresários que se queixam também do emaranhado de normas desconexas e burocráticas a que estão submetidas as empresas, o que suga não só boa parte do faturamento como exige um dispêndio de tempo enorme para o cumprimento de tais obrigações.

Por outro lado, considerando quaisquer países no mundo que tenham uma carga tributária parecida com a do Brasil, percebe-se uma substancial diferença no retorno desses tributos ao cidadão. Aqui, em contraponto ao quanto de impostos pagamos, não vemos tais valores serem retornados em  serviços ao cidadão. A segurança pública é ineficiente, o serviço de  saúde é um caos, as estradas são em sua grande maioria mal conservadas.

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Fato que chama a atenção nesta república de ordem e progresso é a incapacidade do governo em lidar com as enormes cifras tributárias arrecadadas, onde as grandes empresas e os cidadãos ricos pagam proporcionalmente menos tributos que as pequenas empresas e os cidadãos pobres. Nem mesmo a metade do que se arrecada é reinvestido no bem estar dos serviços essenciais à população.  Uma máquina pública inchada e ineficaz, na qual o governo prefere onerar o cidadão com mais tributos do que controlar os gastos da Administração. Esse é o raio X do Brasil.

Ananias Ferreira Santiago
OAB/ES 29.206

Ananias F. Santiago - ES1.com.br

Tchau querida

A expressão é conhecida, aliás já virou jargão, repetida como um mantra. Mas o tchau aqui é mais profundo do que uma mera expressão, não é dirigido a uma pessoa ou a um partido político, tampouco à direita, esquerda ou qualquer tipo de classificação política. Aqui o tchau é a um modo de agir, a uma maneira de pensar, a uma cultura nefasta.

A nação brasileira há tempos vem demonstrando uma insatisfação contra uma cultura de atraso que tem se abatido sobre ela há décadas, e isso não diz respeito a partido ou a lado político, isso diz respeito ao modus operandi, isto é, a maneira de agir e de governar que até então era quase que padrão pelos nossos “representantes”.

O povo vem dizendo não a corrupção, não aos privilégios, não a impunidade já há algum tempo. Porém desta vez é diferente, desta vez a voz foi firme, uníssona e veemente. Um grito… Ou melhor, um brado de protesto. Mas não daquele protesto de se opor e não lutar, de falar e não fazer. O povo saiu às ruas, o povo pediu justiça o povo se cansou de mais do mesmo.

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Nunca antes no passado recente se viu tanta gente se importando com os rumos da nação. Os jovens… Há os jovens, esses sim, saíram do conforto da alienação para discutir bravamente qual rumo tomaremos, ainda que de seus caros iphones, ainda que pelo conforto da internet. Mas discutiram, argumentaram, apontaram o que queriam, e isso faz diferença.

O Tchau aqui simboliza muito, simboliza um adeus a cultura da alienação, simboliza que a grande maioria está antenado no que ocorre no país, e melhor, está disposto a argumentar e lutar para ver melhorar, para ver mudanças.

Uma nação cujo povo tem opinião e faz questão de externá-la e defendê-la, jamais ficará refém de um Estado agigantado, jamais se submeterá a uma desgovernança.  O tchau é um adeus, o tchau é um encontro com nosso futuro, o tchau é um novo Brasil.

 

Ananias Ferreira Santiago
OAB/ES 29.206

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