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Carlos Augusto Thom

ARTIGO: A importância do Café Conilon para superação da crise

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Artigo de Carlos Augusto Thom. Foto: Arquivo

 

Há décadas o café conilon (coffea canephora) ocupa um lugar de destaque no desenvolvimento econômico regional do Estado do Espírito Santo, a produção cafeeira tem participação em cerca de 35% no PIB agrícola estadual, isso porque a maior parte da produção é realizada em pequenas propriedades cuja mão de obra é principalmente familiar, o café passa por um longo processo de beneficiamento e industrialização, desde a colheita dos grãos até a sua oferta ao cliente por meio de produtos em embalagens variadas disponíveis nos supermercados, padarias e cafeterias das grandes cidades e também do interior.

De acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), o Estado do Espírito Santo é o maior produtor nacional de café conilon, responsável por até 78% da produção do país, e até 20% da produção do café robusta mundial, sendo a principal fonte de renda de 80% das propriedades rurais localizadas em terras quentes. São mais de 78 mil famílias produtoras em 63 municípios, que empregam 250 mil pessoas direta e indiretamente.

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A cidade de São Gabriel da Palha é reconhecida a nível nacional como importante polo  produtivo do café conilon, especialmente pela excelente qualidade da bebida dos cafés que são produzidos aqui, a comercialização dos grãos crus movimenta o mercado financeiro local, tendo como principal comprador a Cooabriel, que orgulhosamente tornou-se a maior cooperativa de café conilon do Brasil ao longo dos 56 anos de sua existência.

No período de colheita do café, trabalhadores de outros estados como: Minas Gerais, Bahia entre outros, chegam aos vários municípios produtores para servir de mão de obra nas lavouras que ainda não foram mecanizadas. As famílias de baixa renda podem triplicar os ganhos mensais através da colheita manual e também dos trabalhos desenvolvidos nas máquinas de beneficiamento (secagem e pilagem) dos grãos. A renda extra conquistada pelo trabalho nas lavouras garante a essas famílias liberdade e equilíbrio financeiro para superar as dificuldades até o ano seguinte, quando se inicia um novo ciclo de colheita.

O comércio em geral aumenta o faturamento devido ao maior volume de vendas para o consumo das famílias, até mesmo dos trabalhadores de outros estados que gastam boa parte do dinheiro consumindo diversos produtos e serviços disponíveis no comércio local, que fica mais movimentado nesta época do ano.

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Neste período de crise causada pela pandemia de coronavírus (Covid 19), as pessoas terão uma chance a mais para superar as dificuldades impostas pelo desemprego por meio da renda conquistada com o trabalho nas lavouras, uma vez que devido ao espaçamento de até 3 metros entre uma carreira de café e outra, as atividades de colheita oferecem baixo risco de contágio, desde que seguidas as orientações dos órgãos competentes.

Por Carlos Augusto Thom.

Carlos Augusto Thom

Artigo: MEDO DE QUÊ?

Foto: Arquivo

Foto: Arquivo

Não é a primeira vez que o mundo passa por uma pandemia. Segundo a jornalista Camilla Veras Mota da rede BBC News, essa classificação é dada quando uma nova doença se alastra e passa a ser detectada em vários lugares do mundo ao mesmo tempo, portanto, o que a define não é a gravidade, mas a distribuição geográfica.

Em seu editorial na Exame, Ligia Tuon informa que o coronavírus (Covid-19) é a quinta pandemia enfrentada pelo mundo ao longo dos últimos cem anos. A primeira ficou conhecida como gripe espanhola que causou 50 milhões de mortes em todo o planeta entre os anos de 1918 e 1919. Apesar da nomenclatura a gripe espanhola recebeu esse nome por ter sido a imprensa da Espanha uma das primeiras a informar sobre a doença na Europa. A última pandemia que surgiu no México em 2009 ficou conhecida como gripe suína, onde quase 300 mil pessoas morreram, um número muito menor comparado ao primeiro caso.

Um ponto em comum entre as pandemias é que todas foram causadas por vírus da gripe. O professor da Faculdade de Medicina da USP, Marcos Boulos disse que o vírus transmitido por vias aéreas se espalha com mais facilidade. Inicialmente a transmissão dessas doenças se dá por meio da alimentação, mas, depois que o vírus sofre mutação e se adapta ao organismo do homem, passa a ser transmitido pela respiração.

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A livre circulação das pessoas pelos países do mundo propicia o alastramento do vírus que, como dito, pode ser facilmente transmitido. Especialistas afirmam que não há motivos para pânico generalizado, devemos tomar alguns cuidados que não são habituais em nosso cotidiano como: evitar aglomerações, lavar as mãos com frequência, evitar o contato com pessoas que apresentem os sintomas que são parecidos com os sintomas de uma gripe comum, entre outros cuidados.

Mesmo com algumas semelhanças entre o coronavírus e a gripe espanhola, o balanço dos casos do Covid-19 até o momento são muito diferentes da realidade vivida no início do século passado, considerando que naquele momento o mundo vivia os horrores da I Guerra Mundial e os países não deram a devida atenção, principalmente porque não havia uma cooperação global com objetivo de exterminar a doença e os esforços empenhados hoje são de longe muito maiores. Todas a ações tomadas pelos órgãos responsáveis são com intuito de prevenir o aumento dos casos e evitar um caos no sistema de saúde nacional.

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Carlos Augusto Thom

Corretor de Café; Bacharelando em Administração (FASG); Bacharelando em Ciência Política (UNICSUL).

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