conecte-se conosco


Alessandra Piassarollo - ES1.com.br

A vida é um fio fino e delicado. NÃO lhe faça nó!

Publicado em

A vida é um fio fino e delicado, mas que apesar da sua resistência, um dia irá romper-se, a despeito do que tenhamos feito para que isso não viesse a acontecer.

Parece-me que temos usado com inconsciência, e abusado desse fio como se o momento de romper não fosse chegar para nós. E sem qualquer cerimônia, atamos nosso fio a coisas sem importância, que só trarão peso desnecessário e cargas desconfortáveis.

Temos embolado nossos fios e produzido um emaranhado de sentimentos, embaraçados e pouco definidos, que não nos levam a nada e nos deixam isolados, longe dos afetos verdadeiros.

Mas a Vida é fibra delgada, tecida com sonhos delicados e emoções refinadas, num perfeito equilíbrio entre elasticidade e tenacidade. É provida de força, a fim de suportar o peso das decepções sem se romper, e de flexibilidade, para resistir ao fogo das paixões nocivas sem consumir-se nelas. Suporta até mesmo o peso das possiblidades não concretizadas.

Por vezes quase cede, quando a fibra cansa de ser testada. Mas logo recobra seu vigor e segue, embora sua consistência tenha sido irrevogavelmente alterada.

leia também:  DESRESPEITO E PRECONCEITO SÃO IRMÃOS. E MALVADOS.

Viver é fio para se desdobrar com cautela. Para não causar danos e nós desnecessários devemos ser zelosos, sem apressar seu desenrolar e dando tempo ao tempo, para que as coisas aconteçam devagar.

A vida prefere ser enlaçada ao que faz sentido, ao que é coerente, mas de vez em quando adora se aventurar um pouco. Porque um tantinho de aventura não faz mal a fio nenhum. Nem a ninguém. Ela faz isso pra não se deixar ressecar pelo tempo, que passa bem rápido e tende a tirar o viço dos seus fios.

Sabedoria é amarrar os fios da vida a coisas que lhe renovarão as fibras, que lhe trarão reforço e evitarão rupturas prematuras. Ao que é sadio, honroso e justo mantenha bem atado o fio da sua vida.

Não há necessidade de enrolá-la. A vida não gosta de ser enrolada. Ela gosta de ser esticada, e para frente! Sem nós que lhe atrapalhem o desempenho.

A vida é um fio fino e delicado. Quer tenhamos feito bom uso ou não, ele irá romper-se, irremediavelmente, em algum tempo. E na eterna eminência desse rompimento, ele exige de nós consciência e todo o nosso cuidado.

leia também:  A vida é trem-bala, mas é bumerangue também!

Alessandra Piassarollo
Administradora e Escritora

Alessandra Piassarollo - ES1.com.br

E se eu me for agora, terei amado o suficiente?

Soube da notícia de que um conhecido havia partido dessa vida. De repente, surpreendentemente, sem nenhum tipo de aviso prévio, como a morte costuma fazer.

Fiquei imaginando se as coisas seriam diferentes na vida dele, se ele soubesse que partiria em breve. Imaginei se as coisas seriam diferentes na minha vida, e na vida de todos nós; se não deveríamos estar mais atentos ao fato de que a vida vai terminar para nós também.

Será que temos amado em quantidade suficiente? Será que temos feito o nosso melhor e aproveitado a companhia das outras pessoas? Ou partiremos deixando para trás aquela sensação de que deveríamos ter feito tudo de forma diferente?

Muito provavelmente a resposta é a de que não estamos vivendo da melhor forma possível. Poderíamos estar vivendo com prazer e com mais qualidade. Poderíamos estar pondo freios em nossa preocupação exagerada e nessa vontade de partir pra briga, contra tudo e contra todos, que temos sentido.

Deveríamos refrear nosso velho hábito de deixar coisas importantes para depois, simplesmente porque não temos nenhuma garantia de que o depois virá. E parar de alegar falta de tempo, principalmente se ele estiver sendo mal gasto.

leia também:  E se eu me for agora, terei amado o suficiente?

Aprender a não guardar roupa, calçados e louças para ocasiões especiais. O momento especial é agora, porque ele nos garante vida para desfrutá-lo. Poderíamos parar de economizar o que temos de bom dentro de nós. E não deixar a vida, os amores e os sonhos pra depois. Eles não precisam ficar tanto tempo na sala de espera.

Tampouco podemos desperdiçar o tempo de agora, porque ele é precioso demais para isso. O ontem não regressará e talvez o amanhã não chegue até nós.

Engana-se quem pensa que essas verdades exigem pensamentos negativos. Mas é preciso que fiquemos em estado de alerta e deixemos despertar em nós um desejo irrepreensível de amarmos a vida e tudo o que ela nos oferece.

Que o prazo de validade determinado que nos foi imposto desperte em nós o desejo de diminuir os conflitos e de ter mais sossego interior. Busquemos a sensação reconfortante de ter nossas almas desfrutando de afeto e de tranquilidade; que saibamos reassumir o controle da nossa vida, sem sermos marionetes para o teatro sentimental de ninguém.

leia também:  A vida é trem-bala, mas é bumerangue também!

Não queiramos que as circunstâncias da vida tragam-nos arrependimentos por não termos sabido conduzir nossos dias. Amemos o máximo possível: A nós mesmos e às outras pessoas. Tenhamos apreço por quem somos e respeito por quem fomos. Planejemos o futuro de forma que possamos aproveitar bem todas as oportunidades que vierem, enquanto vierem.

Andemos de cabeça erguida, sem culpas desnecessárias. Esforcemo-nos para encarar todos os fatos com leveza e com a certeza de que existe uma lição a ser aprendida em cada acontecimento.

Desfrutemos da vida com a coerência de quem sabe que um dia ela terminará. E torçamos para que o acaso não se canse de nos proteger, caso continuemos a andar tão distraídos.

Alessandra Piassarollo
Administradora e Escritora

 

Visualizar
error: Conteúdo protegido!!

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

novo cartaz apae2