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A cidade sem educação

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Até poucos anos atrás o jovem Alencar Marim era um professor de destaque, que chamou a atenção dos políticos de plantão pelo seu modo de gerir os recursos e promover as melhorias na escola família agrícola, onde se tornou diretor. Com esse perfil, a população francisquense esperava que o prefeito elegesse o setor educacional da cidade como sua prioridade.

No entanto, acuado pela situação financeira desfavorável, que ele acusa a administração anterior de ter provocado, Marim decidiu “corrigir” os vícios de todos os setores e, parece que elegeu o setor educacional como um dos principais vilões da situação. Pelo menos é o que pensam muitos educadores, vereadores e usuários do sistema educacional.

Na última segunda-feira, o que deveria ser o reinício das aulas na rede municipal de ensino acabou se transformando em mais uma demonstração do desentendimento entre os profissionais da educação e o prefeito. A categoria havia decidido pela greve, no final de semana, mas a prefeitura colocou um veículo de som na rua anunciando que as aulas estavam acontecendo normalmente nas escolas.

Marim tem sido firme em sua postura de dizer que não há espaço para dar reajuste salarial aos professores ou qualquer outra categoria profissional no momento, devido ao teto extrapolado da folha de pagamento que ainda ultrapassa os parâmetros da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Gravou vídeo e reuniu-se com a categoria pedindo mais prazo. No entanto, os profissionais de Educação, liderados pelo Sindiupes, destacam que as perdas no piso salarial da categoria já se aproximam dos 50%.

Segundo o diretor sindical Rodrigo Agapito, a categoria reivindica reajuste salarial de 46,81% em relação ao Piso na Carreira. “Apesar da inflação e do aumento do custo de vida, ano a ano, os trabalhadores em educação permanecem com salários defasados e enfrentam dificuldades para trabalhar. Desde 2008, quando foi aprovada a Lei do Piso Nacional do Magistério, a Prefeitura não concede o reajuste previsto na legislação”, esclarece Rodrigo.

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“O Sindiupes e os trabalhadores entendem que a greve é o último recurso a ser utilizado para cobrar as justas reivindicações da categoria. Entretanto, desde o início da atual gestão, foram feitas várias audiências com o prefeito Alencar Marim e representantes da Administração Municipal, porém nenhuma proposta de reajuste foi apresentada pela Prefeitura”.

 

Escola fechada e creche em meio período este ano

 

As medidas tomadas pelo prefeito Alencar Marim para tentar equilibrar a situação financeira no setor educacional desagradaram a muita gente e estão provocando mais desemprego em Barra de São Francisco. Várias mulheres entrevistadas pelo Notícia Certa disseram que estão tendo que deixar o trabalho para cuidar dos filhos devido ao fechamento do período integral em duas creches municipais.

“Eu tinha um emprego das 8h às 18h. Tenho duas crianças em idade de creche e, agora, terei que ficar em casa para cuidar delas, porquê o meu marido não tem condições de fazê-lo, ele trabalha também”, desabafa a cozinheira E. L. S.

Além de reduzir pela metade as vagas em período integral nas creches, o prefeito mandou fechar uma escola, no bairro Vaquejada, alegando que a mesma não tinha condições físicas para operar e que o número reduzido de alunos justificava a transferência deles para escolas próximas.

 

Vereadores cobram solução

 

Na última sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Barra de São Francisco, os vereadores do Grupo do Povo, composto por sete vereadores, criado para defender os direitos dos cidadãos francisquenses reiterou o apoio aos educadores em greve. O vereador e radialista Admilson Brum, primeiro a subir na tribuna para discursar, criticou alguns meios de comunicação e colegas de imprensa por tentarem passar a ideia de que a há uma “guerra” entre Executivo e Legislativo que estaria atrapalhando o bom andamento da administração.

camera_enhance Admilson Brum cobrou postura condizente do atual prefeito (Crédito: divulgação)

“Nós estamos defendendo o nosso povo e somos oposição à maneira como o atual prefeito vem administrando a cidade”, disse o vereador, salientando que a greve é um “direito sagrado” dos profissionais e afirmando que a atitude do governo, em tentar esvaziar o movimento dando falsas informações à população demonstra que o prefeito atual não tem compromisso com a comunidade.

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O vereador Wilson Mulinha, por sua vez, elogiou a postura da colega Zilma Matos, também educadora e que está apoiando o movimento grevista, mesmo sendo da base política do prefeito. “Parabéns vereadora, você demostrou que tem uma palavra só”, disse o vereador.

A vereadora Zilma, que assomou à tribuna logo depois de Mulinha, agradeceu ao colega pelo elogio, mas lembrou que a situação da educação em Barra de São Francisco está se deteriorando há vários anos e piorou muito na gestão passada.

“Vocês sabem que eu não sou covarde. Apoiei o movimento da categoria em todas as oportunidades e continuo apoiando. Não vou desistir, mas devo dizer, colega vereador, que a situação da educação no nosso município é muito ruim. As escolas estão quase todas sem condições físicas. Não é apenas o salário dos profissionais de educação, tem muita coisa para corrigir”, concluiu.

camera_enhance Vereadora Zilma Matos apoia a greve da categoria (Crédito: divulgação)

Editora Hoje

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Música dá o tom em sessão para trombonistas

Os trombonistas capixabas receberam homenagem da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), nesta quinta-feira (30), em sessão solene realizada no Plenário Dirceu Cardoso. Compareceram à cerimônia dezenas de trombonistas e músicos de outros instrumentos de sopro e metal, como o trompete. Receberam comendas e certificados 45 músicos de vários municípios do estado. O proponente da solenidade foi o deputado Adilson Espindula (PDT), que é de Santa Maria de Jetibá, onde há centenas de praticantes do trombone. 

Fotos da sessão solene 

O deputado Adilson Espindula lembrou que é um parlamentar pomerano e luterano, e que tem apoiado as comunidades capixabas que seguem a doutrina religiosa. “Sempre procuro fazer um trabalho voltado para as nossas origens, valorizando a cultura e as tradições pomeranas. Também busco auxiliar a Igreja Luterana e suas instituições, possibilitando que continuem a realizar seus trabalhos que são tão importantes para a população capixaba”, pontuou o deputado. 

Por fim, disse que sempre apoiou o trabalho dos trombonistas, buscando recursos e dando visibilidade ao trabalho desses grupos. Segundo o deputado, só em Santa Maria de Jetibá, há mais de 800 trombonistas. “Nós precisamos garantir que essa tradição dos trombonistas continue com as futuras gerações”, para tanto, Espindula anunciou projeto de sua autoria que declara os trombonistas patrimônio cultural e imaterial, além do Dia Estadual dos Trombonistas, que já é lei.

Em nome dos homenageados, falou o presidente da Associação Obras Acordai Capixaba, Armindo Klitzke. Ele explicou que o coro de trombone tem origem na Alemanha nos anos 1840, antes da unificação germânica. De acordo com ele, os músicos, que não eram profissionais, tinham papel de agregar espiritualidade e dar maior volume ao coro, pois os órgãos não alcançavam a todos com seu som em grandes concentrações de fiéis. 
Também subiram à tribuna para pronunciamentos o vice-prefeito de Santa Maria de Jetibá, Florentino Lauvers, e o presidente da Associação Evangélica Beneficente Espírito-Santense (Aebes) e pastor da Paróquia Unida, em Santa Leopoldina, Rodrigo André Seidel.

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Apresentações musicais

Durante a solenidade, houve intervenções musicais de trombonistas, participantes do encontro. Os hinos nacional e capixaba, além de outras canções, foram executados pelo grupo de metais da Sociedade Musical Rio das Pedras Pommerisch Groutfrunn, de Santa Maria de Jetibá. Ao final, os trombonistas fizeram apresentação sob a regência de Armindo Klitzke, Rafael Pagung e Orlando Lemke.

O pastor vice-sinodal do Sínodo Espírito Santo a Belém, pastor Sidney Retz, ressaltou que a música sempre esteve presente em todos os tempos e lugares, e nos textos da Bíblia, nos cultos, nas religiões, em vários momentos da história religiosa. Lembrou que nestes 176 anos em solo capixaba, a Igreja Luterana sempre recebeu apoio dos trombonistas, que desempenharam papel importante para a igreja, nos cultos, celebrações, eventos culturais e sociais.

Mesa

Além do deputado Adilson Espindula, fizeram parte da mesa, o vice-prefeito de Santa Maria de Jetibá, Florentino Lauvers; o prefeito de Santa Leopoldina, Romero Endringer; os vereadores Joélio Abeldt (Santa Maria de Jetibá); Madalon e Dequinha (Santa Teresa); Daniel Etcheverry (Piúma); pastor vice-sinodal do Sínodo Espírito Santo a Belém e pastor da Paróquia Evangélica de Confissão Luterana em São Sebastião, Santa Maria de Jetibá, Sidney Retz; presidente Associação Evangélica Beneficente Espírito-Santense (Aebes) e pastor da Paróquia Unida, Santa Leopoldina, Rodrigo André Seidel; pastor da Paróquia Evangélica de Confissão Luterana, em Santa Maria de Jetibá, Valdeci Foester; e o presidente da Associação Obra Acordai Capixaba, Armindo Klitzke.

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Homenagem com placa

Associação Obra Acordai Capixaba.

Homenageados com a Comenda Maurício de Oliveira

Adelino Wolfram
Armim Koeler
Avelino Hell
Belmiro Schwanz
Edgar Kempin
Edivaldo Dettmann
Eraldo Braun
Erineu Plaster
Gilcimar Görl
Glorinha Henke
Helmar Potratz
Hugo Alberto Kempim
Irenilto Kruger
Izidoro Boldt
Laís Trabach de Jesus
Lucas Pereira Rossmann
Luiz Antônio de Oliveira
Luiz Guilherme Flegler
Marcelo Böning
Marcia Böning
Marcilio Bartke
Renato Estrelof
Rogério Lemke
Rogério Stein
Rubens Pagung
Simone Vesper Binow
Theodomar Fleger 
Valdemar Boening
Valdenir Falk Tesch
Waldemiro Kempin
Homenageados com certificados
Armindo Klitzke
Daniela Bueke Knack
Edineu Neimog
Edivaldo Binow
Emanuely Henke Ponath
Genielson Janke 
Michel Miertschink
Miguel Potin
Orlando Lemke
Rafael Pagung
Scheila Kempin
Sigmar Miertschink
Solemar Schwanz
Waldeci Wolfgran
Welton Kruger

Fonte: Assembléia Legislativa do ES

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